Os homens entre eles são mais amigos do que as mulheres, as mulheres são amigas até ali… Até ali à esquina. Digo isso pelo que vejo, elas se desentendem mais facilmente que os homens, talvez por trás desse comportamento haja a luta permanente para ser mais… Ser mais diante dos homens. Enquanto essa “filosofia” perdurar, as mulheres vão continuar nessa trilha de sofrimentos sociais em que estão metidas desde que foi inventada a lorota de Adão e Eva no paraíso. Quem caiu em tentação? Quem cometeu o pecado original? De onde veio a mulher? Veio de uma “costela” de Adão, costela é carne de segunda nos açougues… Dia destes publiquei aqui no jornal uma declaração de uma linda mulher, Thalita Rebouças, 51 anos, escritora e atriz. Thalita numa entrevista disse que – “Muitas mulheres se distanciam das amigas quando arrumam um namorado. As meninas começam a namorar e começam a largar as amigas”. Incontestável, mas há exceções. Exceções. E por que tão pronto arrumam um namorado as mulheres “esquecem” as amigas? A resposta é delas, mas… Fico a imaginar que a partir da “posse” de um namorado, amigas não mais são necessárias. Aliás, essa questão de sumir da vida dos amigos é um tanto comum entre muita gente. O sujeito andava para cá e para lá enquanto desempregado, todos eram muitos amigos, até que… O sujeito arrumou um emprego e acabou esquecendo dos amigos, do grupo de pertencimento. Todos temos que ter o nosso grupo de pertencimento, os humanos, como os bichos, são gregários, precisam de amigos, e amigos são tanto estímulos emocionais quanto braços de afeto na hora de nossas amarguras. Há tempo venho pregando a “revolução” às mulheres, a revolução cultural, dar um fim aos condicionamentos de que mulher ao casar tem que (só) cuidar da casa, do marido, dos filhos, das roupas de cama, das panelas, de tudo e mais um pouco. E o maridão? Ah, marido é homem, e os homens são assim mesmo… Assim como? Humanos não são como são por natureza, nós somos reprodutores dos nossos prévios exemplos, dos condicionamentos e da imbecilidade de imaginar que homem tem alguma coisa acima das mulheres. Aliás, talvez tenha, sim, muitos homens têm a estupidez de pensar que força física é superioridade. Só as levianas acabam com a amigas ao casar.
FALA
Perda de tempo, enganação ou incompetência dos “professores”. Multiplicam-se nos anos eleitorais os cursos de oratória, comunicação verbal. Só que os “professores” que andam por aí fazendo publicidades, mais das vezes, são uns trapaceiros, ficam a ressaltar a importância da postura física, dos ombros, das pernas e da respiração para um bom discurso. Nada, absolutamente nada a ver. Quem tem o que dizer e crê no que tem para dizer, fala e fala bem. O mais é teatro das enganações.
EXIBIÇÃO
Dizem que brincando, o diabo empurrou a mãe de cima da ponte. Acabo de ver as imagens de uma “famosa”, influencer, postando cenas dela e da filha de um ano escolhendo uma bolsa. A guriazinha segura entre as mãos uma bolsa de R$ 6.500,00. E a mãe diz que a filhinha já tem bom gosto. Baita bobagem, “brincadeira” exibicionista dessa gentalha que anda por aí, influenciadores. Influenciadores do nada…
FALTA DIZER
Vi cansativas imagens da Vigília Pascal, na Basílica de São Pedro, em Roma. Celebrações da Semana Santa. Padres e homens por todos os lados em torno do Papa, mas… Nenhuma mulher entre os “destacados”, nenhuma. E tem sido assim pelos séculos. Credo, que nojo da discriminação.