Diante do mais é preciso que conheçamos e admiremos o menos… Num primeiro momento ter mais é sinônimo de segurança, bem-estar, felicidade mesmo, mas… Não é assim. Há pouco, terminei minha caminhada diária, ouvindo, como de hábito, um palestrante americano e com isso junto dois “mais” na vida: a caminhada e o treino do inglês. O palestrante, HJ Hoge, falava do ter mais e mais na vida. E a história de uma famosa modelo americana, a exemplo de uma conhecida brasileira, que morava numa mansão com doze suítes, uma loucura, uma casa de filme, mas… Lá pelas tantas, a modelo se separou do marido e como a casa era dela, a casa foi colocada à venda. Ela foi morar numa “casinha” bem mais aconchegante. Histórias como essa ouço ou leio quase todos os dias, sempre, é claro, com pessoas muito ricas e famosas. Essa corrida humana pelo “mais” é na verdade alicerçada sobre a finitude. Todos sabemos que por mais que tenhamos no “banco da vida” tudo vai ser deixado para alguém. O “tudo” não nos salva a vida, pelo contrário, não raro costuma encurtá-la ou esconder-nos os bons momentos. Sem a consciência do aqui e agora, do que temos e que nos faz felizes, vamos viver no futuro, em outro lugar e tendo mais e mais. Insânia total. Faz poucos minutos, li um anúncio publicitário sobre um Residencial para Idosos. Não se trata de asilo, é um condomínio caro e só possível para os que envelheceram com um bom dinheiro na reserva. É triste precisarmos de lugares especiais para vivermos a velhice, justo a velhice, quando tudo é menos e menos… A leitora, o leitor pode pensar que prego a pobreza, que bato palmas para ela, não, não é isso. Mas bato palmas para os que vivem felizes onde estão e como estão. Querer mais não é pecado, “pecado” é o descontrole na vida. Muitos ricos, a Psicologia comprova, anestesiam-se correndo atrás do mais e mais em razão de suas vidas vazias. Esposa, marido, filhos, parentes simpáticos por perto? Riqueza absoluta a quem responde sim. É por aí, o mais é distração. Você me ouviu até agora? Bah, então sou muito “rico”…
VELHICE
Insisto nesse assunto porque ele será manchete em muitas vidas… É fácil quando se é mais ou menos jovem dar de ombros para a velhice, mas ela vai chegar. A manchete que se multiplica diz: – “5,6 milhões de idosos vivem sozinhos no Brasil”. Num primeiro momento, por alguns dias, tudo bem morar sozinho na velhice, mas… Sempre, ao longo da vida, precisamos de vidas perto de nós, e qual será a solução de vida para esses milhões em crescimento? Pensar hoje, agora…
ELES
Eles? Quem? Os outros… Temos a mania de sempre, culpar alguém pelos nossos tropeços, erros ou mesmo severas estupidezes. Ocorre que não podemos esquecer desta frase, da minha caixa de coleção de frases: – “É a nossa postura que vai definir a nossa sorte neste mundo”. Mais das vezes, descuidamos da saúde, jogamos dinheiro fora, não pensamos no amanhã, trabalhamos de má vontade, desrespeitamos quem vive ao nosso lado e por aí… Mas sempre culpando os outros. Espelho faz bem…
FALTA DIZER
Quem é que nos impõe limites? Nós mesmos, coisa típica dos humanos. A pessoa mais ousada que ande por aí também se impõe limites, e não falo de limites éticos, mas de limites de crescimento. Não tenho jeito, não tenho tempo, não tenho isso, não tenho aquilo. O que nos falta é coragem.