O Brasil fechou 62.844 vagas de trabalho com carteira assinada em abril, segundo dados divulgados quarta- feira (25) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. O número é menor que o registrado em abril do ano passado, quando o país fechou 97.828 postos de trabalho. No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, o país perdeu 378.481 empregos formais. Nos últimos 12 meses, já foram reduzidas 1.825.609 vagas formais. Os números levam em conta a diferença entre demissões e contratações. comercio - em (15)

Comércio foi a área que mais fechou vagas de emprego - Foto: Eduardo Montecino/OCP Online

Comércio lidera O comércio (foto) foi o líder no fechamento de vagas em abril deste ano, com 30.507 demissões – seguido pela construção civil, que registrou 16.036 vagas fechadas. Na contramão das demissões, a agricultura foi o setor que mais registrou contratações, com 8.051 carteiras assinadas em abril, seguido pela administração pública, que contratou 2.255 pessoas. Em apenas seis estados houve aumento do emprego formal em abril deste ano: Goiás (5.170), Minas Gerais (3.886); Distrito Federal (1.202); Mato Grosso do Sul (919); Espírito Santo (466) e Amapá (50). Divulgado desde 1992, o Caged registra as contratações e as demissões em empregos com carteira assinada com base em declarações enviadas pelos empregadores ao Ministério do Trabalho.

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Mutirão de renegociação em Schroeder O Procon de Schroeder e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) realizam até o dia 30 o mutirão online de renegociação de dívidas. A ação permite ao consumidor e ao Microempreendedor Individual (MEI) solicitar a renegociação de suas dívidas com instituições financeiras sem sair de casa, por meio da plataforma www.consumidor.gov.br. Segundo a diretora do Procon de Schroeder, Nadiete Marcilio, um dos principais objetivos é sensibilizar os consumidores e fornecedores sobre a importância da educação financeira na estruturação de uma vida financeira saudável.

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Construção civil O Índice Nacional de Custo da Construção do Mercado teve alta de 0,19% em maio, taxa inferior ao aumento registrado em abril (0,41%). No acumulado do ano, o índice apresentou variação de 2,25% e, nos últimos 12 meses, 6,77%. O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas mostra reduções no ritmo de aumento tanto em materiais, equipamentos e serviços (de 0,29% para 0,04%) quanto em mão de obra (de 0,52% para 0,32%). Em sete capitais pesquisadas, o índice aumentou em duas, caiu em outras duas e em três capitais, a intensidade de alta diminuiu

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58,7% é o percentual de famílias endividadas no país em maio deste ano, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor da  Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. A taxa é menor do que as registradas em abril deste ano (59,6%) e de maio do ano passado (62,4%). É também o resultado mais baixo desde fevereiro de 2015 (57,8%). Por outro lado, a inadimplência cresceu em maio deste ano, já que o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso passou de 23,2% em abril deste ano para 23,7% neste mês.

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Fabiana KochProfissional empreendedor Muitas vezes a ideia de empreender está associada a posição de empreendedor, que é automaticamente ligada a empresário, chefe, líder, posição hierárquica alta. Até parece que existe uma fragmentação com a ação de empreender. Ou seja, só quem é dono do negócio que empreende. Recentemente, num artigo do New York Times, o CEO de uma importante empresa americana, implorou que seus colaboradores se responsabilizassem pelo destino do seu desenvolvimento. “Vamos estudar, mas cada um por si!” Analisando sob uma perspectiva positiva, entendemos que os colaboradores estavam sendo incentivados a empoderar suas carreiras nas horas vagas, ou seja fora do horário de trabalho. O que tem de positivo nisso? Muita coisa. Aumento da empregabilidade, autodesenvolvimento, autonomia e uma sensação de autosuficiência, afinal o próprio profissional que está buscando melhorar. Esse fato pode ser considerado uma ação empreendedora. Empreender na carreira está sendo necessário diante do cenário atual. Este é o momento ideal para o profissional empreender. Segundo Patrick McGinnis, não é preciso ser 100% do tempo empreendedor para se estar empreendendo. A orientação é que se use 10% do tempo e se possível 10% dos seus ganhos em oportunidades de empreender. Empresas como a Google e a 3M vem encorajando seus colaboradores a empreender em novos negócios. Empreender traz benefícios tanto para o empregado quanto para o empregador. O empregado que empreende, torna-se muito mais empático, afinal mesmo que seja apenas em 10% do tempo, ele vive o papel de “dono do próprio negócio”. Assim surgem oportunidades de desenvolvimento de novas competências. Esta nova visão de engajar pessoas nos negócios, pode ainda não fazer sentido para a maioria. Porém, é preciso concordar que quando o profissional ousa, corre riscos e tenta novas coisas, ele adquire mais bagagem e experiências. E aí, quem é que ganha com isso? Empreender na própria carreira, e incentivar os seus a fazer o mesmo, enriquece qualquer currículo. E ainda engrandece “ o passe” dos jogadores de um time de sucesso. Fique bem!