“É melhor já ir se acostumando”. O mantra que viralizou nas redes sociais na eleição presidencial deste ano foi repetido ontem às 14h na Prefeitura, quando Anderson Kassner (PP) assumiu o governo devido à licença não remunerada do prefeito Antídio Lunelli (MDB) e do vice Udo Wagner (PP). Kassner brinca, mas não esconde que no futuro tem planos de voos mais altos.

Chamou Lunelli, inclusive, de ex-prefeito. Mas foi tudo em tom cordial tanto que uma das declarações mais repetidas durante a cerimônia de posse foi para ressaltar a aliança entre MDB e PP.

O primeiro a falar foi o presidente do PP, Ademir Izidoro. No discurso, ele elogiou a administração de Lunelli e destacou a integridade do empresário e do vice Udo Wagner. Depois, a chefe de gabinete Emanuela Wolff (MDB) assumiu a palavra.

Disse que tanto prefeito quanto vice decidiram se licenciar para fazer campanha sem utilizar a máquina pública.

“Sentimos na pele a dificuldade financeira que temos para atender a comunidade. Aumentar a nossa representatividade é fundamental para que tenhamos mais estrutura e possamos entregar melhores serviços”, defendeu.

Lunelli mais uma vez criticou as amarras do serviço público, elencou obras que devem ser entregues nos próximos dias e ressaltou a confiança em Kassner, que foi seu funcionário por mais de uma década. “Não me lembro de um vereador em primeiro mandato sentar nessa cadeira”.

O prefeito em exercício disse que vai aproveitar o período para se aprofundar sobre os trabalhos do Executivo e os financiamentos que estão sendo buscados para obras importantes. “É um gesto de confiança e reconhecimento. Uma oportunidade e tanto de aprendizado”.

Lunelli na campanha

Antídio Lunelli entra de corpo e alma a partir de agora nas campanhas de Mauro Mariani, Paulo Bauer, Jorginho Mello, Carlos Chiodini e Dieter Janssen. Após transmitir o cargo, deu uma demonstração pública de apoio ao seu antecessor.

Voto em Bolsonaro

Antídio Lunelli e Ademir Izidoro declararam voto em Jair Bolsonaro durante a coletiva. O empresário disse que o nome ideal para colocar o Brasil nos trilhos seria do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

Mas como nem ele e nem Geraldo Alckmin parecem decolar nas pesquisas, Lunelli vê em Bolsonaro uma opção para fugir da “extrema-esquerda”. “Eu sou estilo Trump. Polêmico, fala um monte de besteira, mas olha a economia dos Estados Unidos”.

Internet e energia rural

Mauro Mariani voltou a se comprometer com as agendas do setor produtivo. Ontem, no Oeste, reafirmou o compromisso em levar energia trifásica e internet para todas as propriedades rurais, além do projeto de pavimentar mil quilômetros de estradas vicinais. "Temos de prestigiar quem produz", destacou.

Na Câmara

Enquanto Anderson Kassner comanda a Prefeitura, Marcelindo Gruner (PT) assumiu a presidência da Câmara.

Durante a cerimônia de posse, na manhã de ontem, Gruner reforçou a intenção de dar continuidade aos trabalhos que vêm sendo desenvolvidos e manter a harmonia.

Após este período de 10 dias, Gruner deverá ficar ainda outros 15 dias na presidência, devido ao pedido de licença não remunerada de Anderson Kassner, que sairá de férias com a família.

Suplente ganha espaço

A dança das cadeiras de ontem também foi marcada pela posse do suplente de Anderson Kassner, Alessandro Rosá (PP). Ele ficará na cadeira de vereador por 10 dias.

O técnico agrícola é servidor efetivo da Prefeitura, participou pela primeira vez de uma eleição em 2016, quando fez 1058 votos.

Pensando bem...

Alguns vereadores já avaliam que o projeto que pretende transformar as emendas parlamentares em impositivas pode ser um tiro no pé.

O entra e sai de pessoas apresentando suas reivindicações na Câmara é grande. Não vai haver recurso para todos e ao agradar uns vai significar desagradar muitos.

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