O assunto é outro, primeiro vou dar umas voltas. Seguinte… Falo frequentemente com colegas jornalistas e costumo perguntar sobre a relação deles com as chefias, o que aprendem com os chefes. E todos me dão a mesma resposta: nada. Não aprendem nada com os chefes, os chefes não ajudam em nada. E por que faço essa observação? Porque, há pouco, lembrei-me de um dos meus primeiros chefes: Jarbas Alaor. Inesquecível pelas ajudas. De uma feita, tocou o telefone da redação de esportes onde eu trabalhava. Atendei à ligação. Era de um correspondente do interior do estado, RS, que queria passar detalhes do treino de Aimoré, de São Leopoldo. Como eu não tinha caneta, gritei aos colegas na redação: – Quem tem uma caneta para me emprestar? Foi a gota no copo. O chefe me olhou e me passou a lição inesquecível: – “Repórter que não tem caneta e papel no bolso, sempre, não é repórter! – disse ele. Nunca mais esqueci. É assim que devem ser os chefes: educativos, disciplinadores, “professores” mesmo. Dei estas voltas para dizer que fiz, ontem, uma visita rápida a uma amiga e ao entrar na casa dela dei de cara com uma pintura sobre a mesa e uma frase, abaixo da pintura. Na frase, lia-se – “Love is always a good ideia”. Traduzindo: Amor é sempre uma boa ideia. Li e fiquei pensando. Amor não é, não deve ser, só um desejo carnal por ela ou por ele. Amor é uma palavra infinita que pode ser traduzida e usada de vários modos, sempre no positivo. Simpatia, ajudas, elogios, mãos estendidas, abraços, dedicação ao trabalho, boa vontade, autorrespeito, um infinito de questões a envolver a vida, mas… O amor do positivo na vida não é restrito ao da junção carnal, esse que vem e que passa. Cada vez mais raro o amor… Raro, mas uma potencialidade de todos nós. Lá num fundinho do coração há amor, o diacho é que esse amor, mais das vezes, fica sobrando, não é usado. Ah, e quando entrei na casa da amiga e li essa frase do amor, lembrei-me do meu ex-chefe, o Jarbas. Hoje ando sempre com caneta e papel por todos os bolsos, e anotei a frase da sala da amiga: Love is always good idea” – não pedi a caneta dela emprestada. Graças eternas, Jarbas Alaor.
LINGUAGEM
Os levianos precisam parar de usar linguagem antiga, agressiva e leviana, como, por exemplo, chamar de rebanho os que seguem alguma religião, e também parar de chamar de pastores os pregadores. Rebanho é um grupo de bichos, bichos cuidados por pastores para o engorde e para o abate futuro. Parar, pensar, clarear a cabeça, limpar a boca e pregar o positivo, isso sim. Certo? Acho bom e já é tempo!
ELAS
Um artigo interessante, estava nos meus arquivos e tratava da vida dos elefantes. Os elefantes vivem em grupos, chamados de manadas, até aí nada… E eles são fortes como tratares, têm memória mil vezes melhor que a nossa, protegem de maneira encantadora os elefantinhos, mas as manadas são chefias pelas fêmeas… “Elas” são as verdadeiras deusas da vida, em tudo…
FALTA DIZER
Meu pátio tem árvores e muitos pássaros, passarinhos enormes, coloridos, lindos… Não raro, eles chegam bem pertinho e me fazem pensar. Como é que há quem jogue pedras, use bodoques contra esses bichinhos indefesos e os matem? De fato, o demônio sempre existiu e ele vive disfarçado de “humanos”. Mas o que é deles está guardado, há um “bodoque” esperando por eles…