Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Lições da vida – Luiz Carlos Prates

Por: Luiz Carlos Prates

30/08/2025 - 07:08

Todos nós, desde o primeiro piscar de olhos, recebemos diariamente “lições”, lições de um modo ou de outro, boas ou más. Digo isso porque hoje pela manhã tinha algumas voltas para dar, passar no banco, ir à revistaria comprar meus jornais diários, essas coisas. Estava arrumado, o espelho não me apontou o dedo, tudo bem, abri a porta para sair quando… Caiu-me a ficha. Bati as mãos nos bolsos e… Não havia colocado a caneta e a pequena caderneta que me acompanham até no banheiro. E essa lembrança, que se estava confundido com um esquecimento, fez-me lembrar da origem desse meu TOC existencial. TOC, você sabe, é “transtorno obsessivo compulsivo”. Na verdade, para deixar a coisa mais leve, é um hábito, um hábito com fundas raízes. E qual a origem desse meu TOC para com a caneta e a caderneta nos bolsos? Foi assim. Eu tinha 18 anos, estava já no meu segundo prefixo em rádio, Rádio Difusora, Porto Alegre. Estava na redação de esportes quando o telefone tocou. Fui atender. Era um correspondente do interior do Estado passando informações sobre o Juventude, time de Caxias do Sul. Atendi ao telefone e na hora de anotar as informações não tinha caneta comigo. Parei e gritei na redação: – “Quem tem aí uma caneta para me emprestar”? Foi dizer isso e o diretor de esportes, Jarbas Alaor, me olhou da mesa dele e me “vociferou”: – “Jornalista, repórter sem caneta nem papel no bolso não é jornalista…!” Nunca mais esqueci, não esqueci ao ponto de não ir ao banheiro sem antes ter certeza de levar caneta e caderneta. Isso é educação. Fui ensinado num momento correto, exato: quando era jovem, um mais ou menos principiante. Nunca mais esqueci. Vale para tudo na vida, para tudo quando gostamos do que fazemos. É aquela história que estou cansado de repetir, ao entrarmos num ambiente de trabalho precisamos conjugar três virtudes ou verdades: experiência teórica, experiência prática e amor. Sem essa conjugação vamos andar pela vida sem rumo e nos queixando de tudo. Ah, e sem esquecer, hoje a caneta e a caderneta das pessoas, quando for o caso, é o celular. Até pode ser, mas no meio da mata selvagem da vida nada supera a caneta e um pedaço de papel…

DINHEIRO

Os pais e os professores deviam passar muitas horas dizendo às crianças – “Olhem, dinheiro é difícil de ganhar e facílimo de gastar, ponham isso na cabeça”? A manchete acaba de se renovar: – “Inadimplência atinge o maior patamar dos últimos anos”. Duvido que essas dívidas tenham sido geradas por questões de saúde. Tudo o mais pode ser deixado para mais tarde, mas… Muitos saem queimando o dinheiro em futilidades, lazeres tolos e por aí. E vivem culpando alguém…

FRASE

Fui à farmácia comprar xampu e o farmacêutico, amigão de muitos anos, me diz: – “Prates, li uma frase e guardei para ti”! E me disse a tal frase, esta: – “Estamos vivendo uma desnorteante pandemia, a pandemia dos vaidosos, dos narcisistas ávidos por elogios e seguidores”. Agradeci ao amigo e disse a ele que essa gente está precisando de um outro tipo de farmácia: uma livraria. E com muitas filiais…

FALTA DIZER

Avisinho chato, repetitivo, mas… Faz bem. Que as mães digam às filhas solteiras que as palavras enganam muito, mas que as ações revelam sem embustes. É prestar atenção ao que o namoradinho faz e como faz. Esse pequeno ardil diminui em muito os eventuais, e quase garantidos, sofrimentos mais tarde…

Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.