A definição dos dois pré-candidatos ao Senado na chapa que tentará a reeleição de Jorginho Mello ao governo do estado está marcada por informações variadas. A quinta-feira começou com a decisão da deputada federal Carol De Toni de sair do PL e buscar abrigo em outra legenda para tentar vaga à Câmara Alta. Em entrevista a uma rádio de SC, ela disse que recusou a proposta do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, de receber vários agrados, como a liderança do PL na Câmara, mas para isso teria que buscar a reeleição à Câmara Federal. No meio da tarde, porém, surgiu outra versão, dando conta de que Jorginho Mello teria fechado questão por Carol e Carlos Bolsonaro como pretendentes, mas precisaria do aval de Jair Bolsonaro, porque, dessa forma, sobraria para Esperidião Amin (PP). As especulações seguem nos bastidores da política e novas reuniões estão marcadas para ajustar os detalhes. Até o final de março, muitas informações e versões ainda pipocaram na mídia. A ver.
Ironia
Se confirmada a primeira versão – de defenestração de Carol De Toni do projeto do PL – a situação marcaria uma ironia histórica. Afinal, bolsonarista raiz, a deputada federal catarinense seria rifada da chapa exatamente por quem sempre defendeu: a família Bolsonaro. Como deve sua eleição (e possível reeleição) ao bolsonarismo, Jorginho não pode dizer não.
Futuro
Mas pela a nova informação, quem buscará novo abrigo será Esperidião Amin. A Federação União Progressista tem um cacife alto. Com mais de 10 deputados federais, tem tempo de TV e verba de sobra. Além disto, em SC, reúne seis deputados estaduais, segunda maior bancada da Alesc, ao lado do MDB, 62 prefeitos, 72 vice-prefeitos e 604 vereadores.
Casan
Num gesto que mistura a visão técnico-administrativa como prefeito da maior cidade do Oeste de SC, e política, por ser candidato ao governo, contra Jorginho Mello, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), assinou a ruptura de contrato do município com a Casan. “Num estado de primeiro mundo, a Casan presta serviço de quinto mundo. Não dá mais “, desabafou.
Denúncia

Foto: Arquivo/STJ
A investigação de importunação sexual contra uma jovem de 18 anos, deixou o ministro catarinense do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, em situação constrangedora. Ele nega as acusações e se diz surpreso com a denúncia. Um BO foi registrado em São Paulo. STJ e CNJ abriram inquérito para apurar o caso que teria acontecido em Balneário Camboriú.