Pelo sétimo ano, “comemora-se” essa data que o Brasil copiou dos Estados Unidos. Copiado tão na cara dura que nem se deram o trabalho de mudar o nome, de aportuguesar o nome, nada disso. Opa, deixa me corrigir, teve uma abrasileirada na coisa, sim. Teve loja fazendo “Semana Black Friday”, “Black Week”, “Esquenta Black Friday”, “Black Friday nessa sexta e sábado”, entre outros. Mas, não importam os quês e os porquês, desde que o preço seja baixo. Nos primeiros anos da ação no país, a última sexta-feira de novembro ainda foi apelidada de Black Fraude, pela má-fé de algumas lojas em aumentar os preços para dar os descontos. Segundo o site do Procon, essa é uma prática que está em queda, porém, ainda acontece. Hoje, a maior reclamação dos consumidores se dá pelo fato de concretizar e cancelar posteriormente por falta de estoque. Sexta-feira amanheceu linda na região de Jaraguá do Sul, prometendo um calor daqueles - que se concretizou, com os termômetros ultrapassando os 30ºC. Pela cidade, balões pretos, faixas pretas, fitas pretas, parecia um grande luto dos preços altos. Um dia de descontão e o povo estava feliz. Gente se programando para comprar TV, celular, geladeira... Coisa fina. Claro, em cada fase da vida, as prioridades das compras vão mudando. Jovens querem celulares novos, roupas, tênis. Outros, ligados nas promoções de hambúrguer pelas lanchonetes da cidade. Cerveja... Maquiagem, perfume, tinta de cabelo... Livro! Um casal de amigos, que juntou os trapos há pouco tempo, criou uma estratégia. Ela no “QG”, olhando sites, ouvindo as unidades móveis das rádios locais, TV e Whatsapp, ia comunicando para que lado o marido deveria correr e o que deveria comprar. Os alvos principais eram sabão em pó, carne, limpa vidro, desinfetante... e por aí vai. Lá em casa, esse ano, foi Black Fralda. Só promoção de lenço umedecido, leite em pó e fralda. Nada mais. Até pensei em comprar uma coisinha ou outra, mais a Aliexpress não entrou na campanha, então deixamos pra lá. Uma coisa é certa. Independentemente de onde começou e o motivo que foi criada, a Black Friday veio para ficar. Está cada ano mais forte e recebendo mais e mais tempero brasileiro. Desconfio que, daqui alguns anos, conseguiremos negociar para o Papai Noel antecipar o Natal e aproveitarmos mais ainda os descontos do fim de novembro.