Algo natural entre os indianos é achar que a Índia é o centro do mundo. Todos afirmam com naturalidade como quem aponta quem é seu pai. Que Varanasi, a cidade sagrada para os hindus, é a cidade mais antiga do mundo. Que o rio Ganges - onde todo hindu quer ter suas cinzas arremessadas após a cremação, acreditando que as águas do rio as levarão para uma vida melhor após a reencarnação -, é o maior rio do mundo. Através do que a história conta, Damasco na Síria é o mais antigo agrupamento em forma de cidade que se tem notícia. E quanto ao rio, eles se esquecem do Mekong, na própria Ásia, do Nilo, do Niger, na África, e do maior de todos, o Amazonas. A mim soa muito interessante a vontade deles em querer falar a respeito de Jesus Cristo para um ocidental. Falam sempre justificando. O que todos falam, nem mais nem menos: Jesus Cristo teve sua doutrina na Índia e foi discípulo de Alibaba. Alibaba é um mito na Índia. Todos que falam de religião comentam desse guru hindu que vive nas montanhas e tem quase 2500 anos de idade. E todos afirmam que ele está vivo e ativo nas suas mensagens, porém, ninguém o viu. Na Índia tudo é possível - até um imortal! Muitas teorias apontam e muitos autores e pesquisadores confirmam que Jesus Cristo teve seus tempos na Índia - entre seus vinte anos de idade até o período que começou a pregar sua palavra. Os pesquisadores afirmam que nenhuma fonte histórica e nenhuma passagem no Novo Testamento faz menção a vida de Jesus nesse período. Já esses dizem que seus pensamentos foram inspirados no budismo. Em 1890 a ideia tomou publicidade: quando um pesquisador russo “descobriu” documentos escritos por Jesus num monastério budista no norte da Índia, no Himalaia. Disse que seu nome era Issa. No início de sua passagem na Índia se envolveu com a religião hindu. Excêntrico, muito questionador e estudioso, Jesus logo foi expulso do hinduísmo porque dizia que seus sistemas de casta foram criados pelo homem e não por deuses, como os hindus pregam. Do hindu, entrou em contato e se identificou com os budistas no Himalaia, passando inclusive um período no Nepal. O teólogo alemão Holger Kersten, após cinco anos de intensa pesquisa colhendo dados e evidências no Oriente Médio, no Paquistão, no Afeganistão e a Índia, escreveu o livro “Jesus viveu na Índia”. O alemão além de também afirmar o envolvimento de Jesus com o budismo, diz que após sua crucificação, ele foi sepultado na Caxemira.