Frase de porta de botequim? Pode ser, mas na porta dos botequins se diz muitas verdades, como, por exemplo, a frase que nos lembra que “de quase” ninguém morre. Pura verdade. Tanto quanto dizer que “de quase” ninguém fica rico, se realiza na vida. “Quase” é bola na trave, nunca será o gol das nossas vitórias. Também é verdade que precisamos criar defesas psicológicas para que não nos enterremos vivos diante de nossas frustrações. Tentar e não conseguir pode gerar frustrações, e o que é frustração? É desejo, sonho não realizado. A frustração produz agressões contra nós mesmos ou contra alguém, ela não passa em branco. Mas não será mais rancorosa a frustração dos que não tentam, dos que não arriscam, dos que não suam por uma causa? Por certo. Quase não deu, quase acertei, quase passei no concurso, quase casei com ela, com ele… O quase não serve para nada, senão para entusiasmar ainda mais os que acreditam que cedo ou tarde vão conseguir o que desejam. Quem pensar assim vai deixar “o quase” no esquecimento, o que vai vingar é um – “Vou de novo, ninguém me segura!”. Esse é o espírito dos vencedores. É aquela história que já contei aqui sobre o atleta olímpico ucraniano que disputava as provas com a camisa da então URSS, Sergey Bubka. O cara foi magnífico, entrou para a história das Olimpíadas como saltador de altura com vara. Ele ficava petrificado, nem piscava antes de correr para o salto. Numa entrevista publicada pela revista Veja, Bubka foi perguntado sobre o que lhe passava apela cabeça antes de correr para os saltos. Ele respondeu que nada lhe passava pela cabeça, ele apenas olhava para a vara sobre a qual ia jogar o seu corpo. E o repórter insistiu: – Mas não te passa pela cabeça que a vara está muito alta? Bubka nem piscou, e respondeu: – “Se eu pensar assim nem precisarei correr, não vou conseguir, os pensamentos negativos, de insegurança, aumentam o peso do corpo”! Vale para nós todos em tudo. Esquecer o “quase”, mandar longe o “é muito difícil” e respirar fundo nas certezas. Também já disse aqui que ninguém é louco para sonhar com o impossível. Então, sobra-nos o possível, e o possível sempre foi um irmão amoroso. Desde que por ele lutemos.
APATIA
Acabo de ler uma reportagem cujo título era: – “O maior inimigo das marcas é a apatia”. Um presidente de uma de nossas maiores empresas falava disso, apatia, desatenção, falta de boas iniciativas levam empresas, mesmo que potencialmente muito grandes, aos prejuízos… Vale para nós. Podemos ter um formidável talento, mas sem iniciativas, ações e persistências vamos ficar pelo caminho. Melhor é parar com as desculpas e agir. Hoje, não amanhã…
SEGURANÇA
Um dos mais silenciosos medos dos casais idosos é um perder o outro. E esse medo é maior nos homens que nas mulheres. Não é por outra razão que muito mais homens que mulheres procuram “amores” com pessoas bem mais jovens nos adiantados da vida. É que as mais jovens têm, presumidamente, mais tempo de vida. É uma aposta e ao mesmo tempo uma busca de segurança dos homens. Não é “tara”, é busca de segurança…
FALTA DIZER
Vivo lendo e ouvindo sobre pessoas que batem o pé e querem religião nas escolas, claro, as suas religiões. Mas essas mesmas pessoas não batem o pé lutando pelo pagamento de impostos de parte das igrejas. Todos pagamos, e os “espertalhões” não pagam? Vivem nadando no dinheiro dos desatentos…