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Garantias na vida? – Luiz Carlos Prates

Por: Luiz Carlos Prates

16/01/2024 - 07:01

Muitos cresceram ouvindo uma bobagem, esta: – “O futuro a deus pertence”! Pertence a quem…? Diante das inseguranças humanas frente ao futuro, foram criadas, inventadas, as crenças religiosas. Não sem outra razão, pudera, são anestésicos emocionais para os que não pensam muito. Anestesiam-se. Pois é, mas essa “anestesia” não evita que as pessoas pensem e se angustiem diante do futuro. Ninguém sabe do futuro, o cara mais rico do mundo é um pobre diabo diante do futuro. Gostaria de vê-lo afirmar: estarei vivo amanhã! Dizer e provar. Prova coisa nenhuma. Vamos lá, o assunto não é bem esse. Ter filhos pode ser a maior benção de uma pessoa, mas também pode ser sua maior danação, quase digo maldição. Quem garante que o “filhinho”, que a “bebezinha” de hoje vai ser uma boa pessoa para os pais ou para um deles, quem? Acabo de ler a declaração de uma médica, declaração publicada por um jornal de São Paulo, tudo já recortado e guardado nos meus arquivos. Ouça um trecho da fala da médica: – “Tenho uma paciente com câncer de 72 anos que trabalhou a vida inteira como cozinheira para sustentar a casa e os estudos do filho. O marido foi embora quando descobriu que ela estava doente. O filho está desempregado e vive da aposentadoria dela. Chorando, a paciente contou que o filho transferiu todo o dinheiro que ela tinha na poupança para a conta dele e a convenceu a colocar no nome dele a casinha que ela comprou com muito sacrifício. Meu filho, falou soluçando a paciente, me disse que não queria ter trabalho com a burocracia depois da minha morte. Só faltou dizer para eu morrer logo para não atrapalhar a vida dele”. Em resumo, essa a história. Se a leitora quiser saber da minha opinião, pois não: – É o que mais acontece, o que mais se vê, filhos safados, ordinários e sem-vergonhas, gentalha que se pega pelos cabelos pela herança eventualmente deixada pelos pais ou deles tirada antes do tempo. Filhos, repito, podem ser a melhor das bênçãos na vida, mas também podem ser a pior das maldições. E sobre o futuro o que podemos fazer? Muito e pouco. Cuidar da saúde, fazer poupança, ter casa própria, muitos amigos, manter-se ativo em algum trabalho, ter um propósito e manter os olhos bem abertos. Ninguém sabe do amanhã, vai saber…

VIDA

Será que alguém pode ir até à esquina, gastar pouco e voltar para casa com passaporte pronto, remédios, cosméticos, anestésicos e distrações e lazeres de todos os tipos? Sim, é só ir à livraria e comprar um ou dois livros. Livros são remédios, remédios de fato, para todas as doenças, são passaportes para viagens sem sair de casa, são anestésicos para nossas dores e cosméticos para a nossa beleza interna, a eterna. Livros, hein, gurizada, que tal?

TRISTEZA

Tristeza, que tristeza, Prates? Ora, a leitora e o leitor sabem, a tristeza de saber que multidões de jovens estão voltando às salas de aula depois de passar dias e dias de folga, coçando, sem ler um único livro. Os papais, os “omissos” devem saber disso, devem ter visto os filhos “descansando” nas férias escolares,

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descansando do nada, vadios! Ai, cara, como tu és grosso! Vadios, eu disse, ora, bolas!

FALTA DIZER

Não tenho carimbo partidário e nunca assinei ficha, livre para pensar e dizer, dizer do correto, do oportuno… Como dizer que aplaudo o incentivo do governador Jorginho à criação de mais escolas cívico-militares no Estado. É esse o caminho, educação mais consistente e segurança disciplinar. Boa!

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.