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Frases e lembranças

Por: Luiz Carlos Prates

26/05/2026 - 07:05

Acabei de ler uma frase e de imediato me lembrei de uma amiga, jornalista e que não a vejo há muitos anos. A frase que tirei da minha coleção junta-se às vivências dessa minha colega. Foi assim. A amiga, gaúcha, trabalhava numa emissora de rádio, ganhava pouco, trabalhava muito e era feliz. Certo dia, conheceu um cara simpático, educado e rico. Santo Deus, que namoro! Casaram. Casaram, mas ela acabou, em razão do casamento e do dinheiro do marido, parando de trabalhar, não precisava mais. Não é que o marido a tivesse forçado a parar de trabalhar, mas como ela não precisava mais se esfolar no trabalho, o marido a aconselhou a parar de trabalhar, e ela parou. Parou, passava o tempo em casa, claro, havia festas e lazeres eventuais, mas a moça começou a sentir um vazio por dentro. O tempo foi passando e ela foi pirando, vendo-se um objeto, uma inútil. As inquietações dela subiram e ela precisou de psicoterapia e remédios. A razão das inquietações emocionais da colega resultava dela sentir-se vazia, gostava do trabalho e via-se, em casa, como uma pessoa sem propósito na vida. Saiu da psicoterapia, falou com o marido e voltou ao trabalho. Última vez que a vi estava forte, faceira e feliz. Contada essa história, vou à frase da minha caixa de frases. Diz assim a frase: – “O trabalho nos livra de três grandes males: o tédio, o vício e a pobreza”. E dizer que muita gente não se dá conta de que está num trono feliz, o trono do trabalho, mas geme antipatias ao trabalho. Uma vez demitida, essa pessoa olha para traz e canta Ataulfo Alvez – “Eu era feliz e não sabia…”. Os pais precisam dizer isso aos filhos, desde cedo. Fico imaginando a vida de alguém que tenha montanhas de dinheiro e que por isso não precise levantar da cadeira, será que essa pessoa é feliz? Os vadios pensam que sim, e quem são os vadios? Muita gente… Há também uma frase de Voltaire, filósofo e historiador francês (1694/1778) que dizia que – “Quanto mais avanço em idade, mais sinto a necessidade do trabalho. Ele se torna pouco a pouco o maior dos prazeres e substitui as ilusões da vida”. Dito isso, pronto, vou achar o que fazer…

VIDA

Acabei de ver fotos e o desabafo de uma “influenciadora”, linda, lindíssima, e que revelou sofrer de uma doença crônica, muito incomodativa etc etc. Fico pensando: não seria melhor ser pobre, anônima, mas saudável, cheia de energias? Mas aposto todos os dedos que, mesmo com a doença dela, muitas mulheres trocariam de vida com ela, se possível. Estás com saúde, amiga? Estás rica, celebra.

COMIDAS

As pessoas “se matam” por preguiça ou por ignorância. Ouça esta manchete, pesquisa Pacto Contra a Fome, do Instituto Pensi: – “Brasileiro sabe o que é alimentação saudável, mas não consegue praticar”. E mais adiante, uma mulher/entrevistada disse que não tem tempo para fazer suco de frutas em casa, ela prefere comprar o suco em saquinhos… E depois vão se queixar da sorte? A ignorância é a mãe de todos os males, e a pior ignorância é a do saber e não fazer.

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FALTA DIZER

Poucos sabem que na Alemanha há aulas semanais de Culinária até o ensino médio. Aulas de culinária desde a infância deviam, entre nós, ser apontadas como modelos capazes de influenciar bons hábitos. E não esquecer, a propaganda favorece alimentos prejudiciais à saúde. Onde entra o lucro, sai a ética… Nós que nos cuidemos.

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.