Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Fim da picada

Por: Luiz Carlos Prates

06/05/2026 - 07:05

O que é garantido na vida? Nada é garantido, salvo o “ponto final”, desse ninguém escapa. Fora da finitude, tudo pode ser discutido, deve ser discutido. Vamos lá: ser pai é a possibilidade mais fácil para qualquer homem. É vapt-vupt, deu, e o cara vai embora. Pelo menos é o que a maioria faz. Muitos pais ficam por perto dos filhos, perto para amá-los e educá-los. De qualquer sorte, somos educados, pelo menos por maioria, a respeitar os pais. O correto “seria” uma junção eterna entre pais e filhos, ocorre que o correto hoje está tão raro quanto uma moeda de 3 reais. Fiquei de queixo caído ao ler esta manchete, em várias postagens de jornais: – “Código Civil estabelece que pais podem pedir pensão alimentícia aos filhos na Justiça”. Veja bem, pais precisarem recorrer à Justiça para ter o que comer, onde viver ou coisa miseravelmente parecida. E essa manchete surgiu após as discussões públicas entre o ator Stênio Garcia e suas filhas. Stênio foi ator de filmes, novelas na Globo, teatro, ganhou muito dinheiro, mas… Penso que o deixou pelo caminho. E agora, já com noventa e tantos anos de vida, precisa de “pensão alimentícia” das filhas. E não apenas precisa, a questão está na Justiça. Vivo falando desse assunto por aqui, temos que pensar em nosso futuro, mesmo que vivendo com uma família maravilhosa. Há questões que são só nossas, precisamos viabilizá-las no tempo certo, deixar para o futuro costuma ser dor de cabeça garantida. Nossa casinha, o dinheirinho poupado e seguro no banco, os amigos, o propósito existencial, algo que possamos fazer sem parar até chegar a hora do acerto de contas final com a vida. Não, a maioria não faz isso, aposta nos escuros da vida e lá adiante vai ter que recorrer à Justiça para ter o que comer. É o fim da picada. Não era assim que se dizia aos tempos de Pedro Álvarez Cabral? Nada mudou. Ah, estava esquecendo, a caridade, a caridade que vem do coração, não pode criar desculpas para não ajudar a quem precisa, e o melhor exemplo vem do Bom Samaritano. Ajudou, não sabia a quem ajudara, e seguiu em frente: dever cumprido. Mas pais precisar da Justiça para ter “pensão alimentícia” dos filhos, francamente…

ALIANÇAS

Aliança no dedo não passa de uma mensagem: ela ou ele tem “dono/dona”. Linguagem grosseira, mas é isso. Num casamento o que produz fidelidade não é a aliança no dedo, é a vergonha na cara, o respeito à parceria. Em São Paulo pessoas estão sendo assaltadas e mortas só pela aliança no dedo. Alianças de ouro. Chegamos ao ponto de o melhor de tudo é aliança no bolso e vestir-se de andrajos. Chegamos a esse ponto no Brasil das mentiras, não é mesmo, “candidatos”?

REPETIÇÃO

O tempo passa e as pessoas não crescem. Ontem ouvi um sujeito desejar sucesso a outro. Esse outro vai para São Paulo fazer testes numa grande empresa, razão pela qual o amigo desejou sucesso e fez a frase entupida: “Vai dar certo, entra com o pé direito”! O que significa entrar com o pé direito? O pé esquerdo não presta? Então, corta-o fora, quero ver. Trouxas!

Clique e assine o Jornal O Correio do Povo!

FALTA DIZER

Manchete do portal Metrópoles – “Doenças na Papuda (presídio): 75% dos presos doentes não têm atendimento médico regular”. Eu disse isso bem antes. Mas é assim, os presos “comuns” que se danem, os safados são protegidos, isolados ou liberados… Ou “Justiça” igual para todos ou… Vão levar, ô, se vão…

 

Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.