As cortinas da 18ª edição do Festival de Música de Santa Catarina (Femusc) se fecharão no sábado (28), mas, não sem antes reconhecer um legado.
De antemão, cabe salientar que o Femusc, de forma desafiadora e criativa, segue avançando, surpreendendo e emocionando a cada edição.
Não tem sido diferente nessa. É preciso considerar que diante da diversidade de gêneros que caracterizam nossa música, a participação erudita é, historicamente, tímida.
No entanto, o Femusc tem contribuído, sobremaneira, para desconstruir essa realidade. E Jaraguá do Sul, como palco do Femusc, tendo esse, por sua vez, já assumido status de maior festival-escola de música da América Latina e um dos mais importantes do mundo, é ilha de excelência e terreno fértil para viabilização desse propósito.
Nosso Femusc reúne alunos de todas as partes do mundo que, em aulas e concertos, dividem o palco com alguns dos professores e maestros mais virtuosos e consagrados do mundo musical.
Um desses nomes é o compositor e maestro catarinense Edino Krieger, falecido recentemente e dignamente homenageado nessa quarta-feira (25). Krieger foi um dos criadores das bienais de música contemporânea e da Orquestra Sinfônica Nacional, deixando um significativo legado para a música erudita.
Sendo assim, a forma mais autêntica de expressar o orgulho e gratidão por parte da sociedade em relação ao Femusc, e a quem a ele se dedica, é continuar prestigiando e apoiando cada vez mais.
Reiteramos que, num momento contextual onde o conflito e instabilidade social roubam a cena, obras dessa grandeza precisam e merecem ser vistas, ouvidas, sentidas e reconhecidas, pois como bem nos proclamou Nietzsche: “sem a música, a vida seria um erro.”