Não é segredo para ninguém que nosso sistema penal é falido. Bandido não sai recuperado e vagabundo não tem medo de ser preso. Além disso, as leis tendem a defender os avantajados políticos, que se escondem atrás da vantagem do foro privilegiado, e também os vagabundos. Na última semana fiquei a par de um caso que me deixou pensativo. A história é de um homem, trabalhador, com família, que tem uma diversão, criar passarinhos. Todos extremamente bem tratados, sem judiação, em viveiros enormes. Ele tinha isso como um passatempo. Todos os pássaros tinham anilhas do Ibama, mas, o que ele não sabia, é que quem os vendeu, com anilha e nota fiscal, havia adulterado os objetos em alguns dos pássaros. A diferença era praticamente imperceptível (estou falando de uma diferença de um milímetro no tamanho das anilhas). Algum invejoso foi lá, viu a situação e denunciou para o Ibama. Uma batida policial aconteceu na casa dele, recolheu todos os pássaros. Alguns foram para viveiros do Beto Carreiro, com quase o mesmo tamanho, outros foram para locais que não consigo confirmar. O dono deles, o cidadão trabalhador, teve que pagar pena alternativa nos bombeiros e se surpreendeu ao receber pelo correio o boleto com a multa de mais de R$ 1 milhão. Sim, o cara tem que pagar um milhão de multa por ter passarinhos. Aí vem um maldito menor de idade e mata alguém. Ele fica três anos internado, não paga porcaria nenhuma, é solto, e tem a ficha limpa ao completar a maioridade. Está certo? É justo? Estupro ou vingança? É absurdamente assustador o número de mulheres que são agredidas ou estupradas no Brasil. Os machões pilantras se aproveitam da fragilidade das damas para cometer os atos vergonhosos. Mas, na contramão dessa situação, também devemos levar em conta os casos que são considerados como estupro mas que na grande realidade não passam de uma vingança pessoal por parte da vítima. Vamos a um exemplo: O médico e prefeito de Santa Inês (MA), Ribamar Alves (PSB), de 61 anos, foi preso em flagrante pelo crime de estupro, na manhã de ontem, na cidade, que fica a 250 km da capital São Luís. Segundo informações da Polícia Civil, a vítima é natural do Paraná, possui 18 anos e trabalha como colportora (jovens que vendem livros para pagar os estudos). O fato se deu entre 21h e 23h do dia anterior. A vítima foi até a casa do prefeito vender livros e ele a convidou para um passeio, com a desculpa de que iria comprar os livros após o passeio. Dentro do carro, ele a abordou e entrou direto em um motel. E, lá, apesar de não ter sido agredida, foi caracterizado o estupro. Ela teria até chorado durante o ato, segundo o G1. Ok, não estava lá para saber como foi, mas imaginemos um caso semelhante a esse, em que a menina quer o ato, ocorre o ato e depois ela, por algum motivo, resolver querer “te ferrar” e relata ter sido forçada a realizar o ato. Mesmo que não haja hematomas, vai haver os resquícios da conjunção, e o cara pode acabar preso. Vejam só como a lei, e suas brechas, podem causar transtornos. É importante sempre muitos pontos que comprovem qualquer denúncia, pois, para ser preso, basta estar solto! Canalhas Mais de cem túmulos foram alvos de vandalismo em um cemitério de Joinville. Flores bagunçadas, túmulos quebrados, uma barbaridade. Nem depois de mortos não temos a paz celestial, o descanse em paz e a paz eterna. Que fase!