Imaginemos um salão cheio de gente. E lá na frente, no palco, alguém sugere: – “Levante a mão quem não estiver agora vivendo alguma inquietação, preocupação ou problema mesmo! Levante”! Só uma pessoa extremamente mentirosa, farsante, ficaria com os braços cruzados. Todos temos inquietações, muitas vezes inquietações meramente mentais, criadas por nós, por nossos medos, inseguranças, um jeito errado de viver, mas… Há, sim, os que vivem pesados problemas, reais ou por eles mentalmente criados. Agora tem uma coisa, seja qual for o problema, ele só pode começar a ser melhor interpretado, anulado ou varrido da nossa vida por ação nossa. Seja qual for o problema por que estejamos a passar ou temer depende de nós anulá-lo, mandá-lo passear. Onde moram os problemas, onde eles costumam nascer? Na nossa cabeça, sabemos disso por aprendizado, ensinamentos alheios ou por intuição, que é o conhecimento natural das pessoas. Se pararmos para pensar, problemas, problemas mesmo, são poucos no nosso cotidiano; no mais das vezes nossos problemas são gerados por nossas erradas experiências ou por uma desastrosa educação familiar. O nosso pior erro é ficar esperando para que alguém nos ajude, salve. Os essenciais da vida não estão na conta bancária, no valor da casa onde moramos, na eventual beleza corporal, nada disso, mas… Ainda que viessem daí os nossos terremotos emocionais, cabe intransferivelmente a nós mudar o modo de ver as coisas, ou a vida. Melhor é estar sem dinheiro ou numa UTI? Bolsos raspados, sem grana? De quem é a culpa? Nem vou dizer… Casamento errado? De quem é a culpa? Trabalho aborrecido? De quem é a culpa? Ver-se feio ou feia no espelho, de quem é a culpa? Será do espelho ou do nosso ponto de vista, alinhado ao convencional da sociedade? Durante muito tempo eu não conseguia ver beleza nas mulheres japonesas, não conseguia. Hoje me abalo quando vejo uma, linda, linda. Todas lindas. Será que foram elas que mudaram ou eu? Os nossos “óculos” com que vemos a vida, quase sempre, foram óculos que nos impuseram, tanto em casa quanto nos ambientes ditos sociais. Seja qual for o nosso problema, se não formos nós a chutar essa bola para longe, ninguém o fará por nós. E se o fizer, tudo não passará de autoenganação. O poder é nosso.
FILHOS
Manchete: – “Justiça do Ceará determina que filhos paguem pensão para aliviar irmãs dos cuidados”. História de uma mãe idosa que ficou viúva, ela teve seis filhos, quatro homens e duas mulheres. E quem é que assumiu os cuidados com mãe? As filhas. Os ordinários dos filhos deram no pé, deixaram mãe para trás aos cuidados das “manas”, não eles. Filhos homens corretos, amorosos, responsáveis, são mais difíceis que ganhar na Mega Sena sozinho… Novidade?
TATUAGENS
Manchete do jornal americano The New York Times: – “Até que ponto as tatuagens são seguras?”. E muitos relatos médicos sobre essa mania. Envenenamentos do sangue aos poucos, sintomas que vão aparecer ao longo da vida gerados pelas tintas das tatuagens, alergias de todo tipo fazem parte da lista dos incômodos. Segundo o jornal, 83% das tintas usadas em tatuagens omitem conteúdos sobre a possibilidade de um futuro linfoma, câncer. Aviso dado…
FALTA DIZER
Vivemos um momento de luta entrevada entre prós e contras as jogatinas chamadas de Bets. Ocorre, compadres, que as Bets estão legalizadas, quem as legalizou e por quê? Já que as Bets estão legalizadas, sugiro que liberem então, e também, todo tipo de drogas. Numa sociedade descarada, o crime compensa, compensa qualquer “Poder”…