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“Endereço Social”: oportuno debate da Câmara de Jaraguá em prol da dignidade dos moradores de rua

Por: Editorial

03/04/2025 - 06:04

 

A discussão na Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul sobre a criação do “Endereço Social” para moradores de rua é mais do que um debate legislativo, senão um teste à nossa humanidade. A proposta, que visa facilitar o acesso dessas pessoas a programas de emprego, documentação e reinserção social, é uma medida civilizatória. Entretanto, sua efetividade dependerá não só da aprovação da lei, mas de um compromisso coletivo. O poder público precisa agir com eficiência, e a sociedade precisa enxergar essas pessoas além do estigma.

A realidade dos moradores de rua em Jaraguá do Sul, assim como em tantas outras cidades, é marcada por um ciclo perverso de invisibilidade e exclusão. Sem documentos, sem endereço fixo e, muitas vezes, sem esperança, essas pessoas, que também têm suas histórias, são barradas até mesmo nos serviços mais básicos.

O Endereço Social surge como uma ferramenta prática para romper essa barreira, permitindo que tenham um registro oficial para receber correspondências, se candidatar a vagas de emprego ou acessar benefícios sociais. É um reconhecimento legal de sua existência, algo que, em pleno século XXI, ainda precisa ser conquistado. No entanto, o que deve preceder esse importante Projeto de Lei, é o combate ao preconceito. Muitos enxergam os moradores de rua como “vagabundos” ou “incapazes”, ignorando os traumas de perda, desemprego, doença mental ou dependência química que os levaram àquela situação.

A reinserção social exige empatia: empregadores que deem uma chance, vizinhos que não tratem sua presença como “incômodo”, serviços públicos que atendam com dignidade. Sem isso, qualquer política estará fadada ao fracasso. Enfim, uma cidade de fato evoluída é aquela capaz de mostrar que seu desenvolvimento econômico pode andar lado a lado com a justiça social. Por isso, a verdadeira medida de uma cidade não está em seus índices de crescimento, mas em como trata seus cidadãos mais vulneráveis.

 

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