O candidato a vice-presidente na chapa de João Amoêdo, do Novo, Christian Lohbauer começou a semana cumprindo agenda em Santa Catarina. Por telefone, ele, que é cientista político e vice-presidente da Bayer, conversou com o OCP.

O analista Maurício Moura, do grupo IdeiaBigData, declarou que a propaganda eleitoral na tevê perdeu a relevância. E que quem fizer bom uso dos spots, do celular e dos telejornais vai conseguir resultado. Isso beneficia o Novo?

Penso que são duas coisas diferentes. Na proporcional, realmente as redes sociais podem definir a questão. Na majoritária, a televisão ainda é de muita importância. Mas espero que ele esteja certo e eu errado.

O Novo vem criticando a lei que define as regras para os debates eleitorais entre os presidenciáveis. A legislação prevê que um candidato à Presidência tem direito de participar dos debates se tiver pelo menos cinco parlamentares no Congresso. A sigla está fazendo um abaixo assinado, como está essa questão? Há chance de Amoêdo participar do debate da Globo, por exemplo?

Acredito que sim. A legislação é falha. O Novo não participou da última eleição, como teria deputado? E aí você tem o Cabo Daciolo e não o Amoêdo? Não faz sentido. Só antes do debate da Band já tínhamos conseguido mais de 300 mil assinaturas em favor da participação de Amoêdo.

 

A legislação diz que a emissora é obrigada a convidar quem tem cinco ou mais deputados federais, mas ela não é impedida de convidar quem não se encaixa na regra. Entramos em contato também com os outros candidatos pedindo que eles se posicionem.

 

O Alvaro Dias (podemos) e o Geraldo Alckmin (PSDB) já se posicionaram favoráveis à participação de Amoêdo. Marina Silva, Jair Bolsonaro e Ciro Gomes ainda não responderam.

Li uma entrevista em que o senhor rechaçava o conceito de que o Novo é o partido do Estado mínimo. Por quê?

Porque nunca falamos que o Novo defende um Estado mínimo. Defendemos um Estado eficiente e suficiente, que a sociedade consiga sustentar. Hoje a sociedade não consegue pagar e não tem retorno sobre o que paga.

As pesquisas mostram que a saúde lidera as preocupações do eleitor. É o cidadão que está há meses, anos, para conseguir consulta, que não consegue fazer um exame. Para essa população, a maioria, o Estado já não é mínimo?

Por isso defendemos que o Estado se concentre em manter Saúde, Educação e Segurança. Não faz sentido o governo cuidando de petróleo, de correspondência.

 

Na Saúde especificamente, defendemos um modelo parecido com o Bolsa Família.

 

O governo dá ao cidadão um plano mínimo privado de assistência e ele pode ir aumentando conforme os serviços que necessita.

A economia brasileira ainda está na UTI, como o Novo pretende mudar esse panorama?

A primeira medida é acabar com privilégios de quem tem mandato, no Executivo e Legislativo. No Judiciário faríamos uma instrução de redução. Temos que acabar com verba de selo postal, motorista, carro pago com dinheiro público, passagens, esse monte de assessor.

 

Pode não fazer milagre no orçamento geral, mas é a medida moralizadora, capaz de fazer a sociedade voltar a se identificar com os políticos. Depois, temos que fazer com urgência a Reforma Tributária e isso não é ideológico, é matemático. Se nada mudar, em 2022, o Orçamento da União vai ser só para cobrir gasto com aposentados.

 

E depois a simplificação do sistema tributário. A melhor política social é o emprego e quem emprega é o empreendedor, que hoje perde tempo e inviabiliza seu negócio em função desse modelo

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