Pensei em descansar um pouco. Liguei a tevê e comecei a troca neurótica de canais a procurar algo que me interessasse. Vou pra lá, e nada; volto pra cá, e nada. Até que dei de cara com a Ciça Guimarães, apresentando o programa Sem Censura, no Canal Brasil. E sabe o que os convidados do programa discutiam? Uma moda que está voltando, a da magreza máxima para as mulheres, uma “elegância” que já foi moda e liquidou com milhões de mulheres. Segundo ouvi no programa, há uma “pressão” de muitas pessoas (pessoas ou homens?) para a volta da realeza feminina por meio de um desenho bem magro do corpo, uma imposição de gente estúpida e por várias razões. Agora, tem uma coisa: nada nesta vida somos obrigados a fazer, fazemos porque queremos e queremos, muitas vezes, de modo falso. Já houve uma época em que “as mulheres” tinham que ter um corpinho de criança subnutrida. Conheci mulheres que usavam por baixo da saia, do vestido, cintos de elástico apertadíssimos para que o que lhes sobrara da barriga fosse escondido. Era preciso que a mulher fosse delgada, 100% tanquinho. Agora, quem não sabe que quem manda nesses corpos, quem aceita ou rejeita qualquer imposição social são elas mesmas, as mulheres? Sem o sim das mulheres a sociedade desaparece. As mulheres são maioria sobre a Terra, elas podem decidir todas as eleições, decidir sobre o que é moda e o que não é. Fico tiririca da vida quando vejo alguém com “poder” e não usar desse poder, pelo contrário, subestimar-se ou deixar-se subjugar, caso das mulheres e de modo histórico. E quem garante que os homens (os homens equilibrados) gostam “apenas” das bem magras? Quem inventou isso? Nossos gostos humanos são múltiplos, a mulher que eu acho linda um amigo a considerada um horror, e assim em todos os sentidos. Passar fome, danar a saúde, pintar e bordar fora das linhas da saúde e da vida tranquila só para entrar na moda ou agradar alguns idiotas? Batam o pé, amigas, digam não ou simplesmente virem a página, não deem bola, atenção aos vagabundos que querem trazer à moda, outra vez, o corpo esquelético… Certo? Quero ver!
REMÉDIO
Não é de hoje, música tanto pode ser remédio quanto veneno. No livro “A Cura pela Música”, de Daniel Levitin, lê-se que – “A música é tão potente no cérebro quanto medicamentos”. Ah, então, é fácil de entender a loucura coletiva por que passa a sociedade. Observe, sem dizer nada, o que as pessoas ouvem, estão ouvindo. E a partir daí já é possível iniciar uma psicoterapia. Essa “observação” tem que começar por nós mesmos…
SALÁRIOS
Pesquisa da UNESC – Universidade do Extremo Sul Catarinense – diz que – “Mulheres ainda recebem menos que os homens no Brasil e em Santa Catarina”. E eu digo que várias são as razões para esse deboche. Uma delas é que os estúpidos dizem que a renda da mulher no trabalho é “meramente” para completar a renda familiar, isto é, a renda dos homens. Esquecem que 52% das mães no Brasil são mães solo? Os “papais” deram no pé… Cana.
FALTA DIZER
Semana passada, norte do Brasil… Uma mãe deixou o filho de oito anos e a filha de três com vizinhos. Descuidados, os vizinhos não viram o guri pegar uma arma, arma do dono da casa, e “acidentalmente” atirar contra a irmãzinha, matando-a. Hipócritas dizem que foi acidente. Por que o guri não mirou nele mesmo? Oito anos? Já pode ir para a cadeia, assassino!