É preciso coragem – Luiz Carlos Prates

Por: Luiz Carlos Prates

01/03/2024 - 07:03 - Atualizada em: 29/02/2024 - 15:57

Vi muitas novelas na televisão. Não as vejo mais. Não as vejo pelo conteúdo dos textos, pelos tipos que da novela fazem parte e, sobretudo, pelo superficialismo hipócrita dos tempos atuais. Chega! Dia destes, tevê ligada, entraram algumas cenas do próximo capítulo de uma novela que está no ar. Pois destas cenas rápidas, uma frase ficou-me batendo na testa. Uma mulher dizia à outra que – “É preciso ter coragem para ser feliz”. Bah, pus a chaleira e a cuia sobre a mesa, larguei o chimarrão e fiquei pensando. Para ser feliz é preciso coragem? Sim, muita coragem. Coragem para levantar da cadeira e lutar por tornar realidade um sonho profissional, coragem para enfrentar os atrevidos que tentam ou nos abusam mesmo, coragem para acreditar que o casamento pode sim dar certo, mas… É preciso coragem para enfrentar o trânsito congestionado de muitos maus momentos do casamento. Brigas, desencontros, existem e é preciso coragem para estudá-los se são naturais da vida ou resultam de um mau-caratismo de parte de quem está ao nosso lado. É mau-caratismo? Então, coragem para fazer as malas e partir, ninguém corrige um caráter torto, ninguém; não me venham pregadores religiosos hipócritas a dizer que sim… Ninguém conseguirá ser feliz vivendo sob o jugo de um marido ou de alguém prepotente. Conheço um sujeito em Florianópolis que é um bem-sucedido empresário, o negócio dele é concorridíssimo. Esse sujeito casou com uma colega minha, apresentadora de televisão, bonita, simpática, mas… Que não ousou dizer não ao namorado mais tarde marido. Ele exigiu que ela deixasse a tevê, afinal, não precisaria mais trabalhar casando com ele. Primeiro, mesmo que verdade essa fartura de dinheiro, a carreira dela não podia ser interrompida por ele. E foi. Claro que a culpa maior foi dela, devia ter dito não, devia ter dito: – “Não, não sairei da tevê, é minha profissão, gosto dela e se tu me quiseres terá que ser como “eu quero”, certo”? Esse abandonar a carreira, uma carreira de luzes e popularidade, será que fez a moça feliz? Aposto que não, faltou-lhe coragem. De fato, para ser feliz é preciso coragem. Ficar quieto/a num canto esperando que a felicidade nos bata à porta é coisa de gentinha frouxa, não a quero chamar de covarde. A felicidade odeia a covardia. Aplausos para ela!

MULHERES

O direito ao voto “dado” às mulheres, há 92 anos, não adiantou nada. Elas, maioria eleitoral e populacional, deixam-se levar pelos maridos, pais, avôs, por qualquer bobão que se ache homem. Negativo, elas precisam bater o pé, e dentro do casamento iguais por iguais. Sem essa de ele é o marido, o “chefe” da família, quem tem chefe são as facções… No Congresso Nacional a desproporção entre homens e mulheres é vergonhosa. Acordem, mulheres!

LÁGRIMAS

Poucos sabem, os homens são mais tendentes ao choro do que as mulheres, choram, aparentemente menos, porque foram silenciados na infância, aquela besteira de – homem não chora. Agora, é absolutamente ridículo uma mulher subir a um palanque político para chorar. Não, aí não. Se a mulher for uma dondoca que fique em casa, se subir no palanque é para mandar brasa. Ou ir para casa coser, como fazia a vovó…

FALTA DIZER

Por que fazemos o que costumamos fazer? Porque achamos que estamos certos. Mais das vezes, o nosso jeito de ser e de fazer nada mais é que uma soma contínua de erros. Pensar antes de se atirar numa fria é saudável. Ah, que pena, é verdade, só os inteligentes o fazem.

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.