Duas perguntas que volta e meia nos passam pela cabeça: – O que posso fazer para ganhar dinheiro – e o que posso fazer para ser feliz? O sujeito pode ser feliz ganhando dinheiro, mas sempre pensei que os licitamente ricos chegaram à riqueza porque tinham dentro de si uma fogueira de objetivos. Realizados esses objetivos, a pessoa chega à riqueza financeira. Todos os “decentemente” ricos que conheci chegaram à riqueza porque, de fato, tinham propósitos trabalhistas em suas cabeças, propósitos que, uma vez realizados, os enriqueceriam. Um propósito que nos enriqueça tem que começar com uma genuína vocação. Lutar só por dinheiro costuma não dar certo, as dificuldades ao longo de trajeto vão levar a pessoa ou à desistência ou a uma ação ilícita… E daí pra frente nem é preciso dizer o final da história. Sim, e a felicidade qual é o caminho até ela? Não abro mão do propósito, algo que seja inato, genuíno dentro da pessoa. Conheço pessoas que sempre roeram as unhas para pagar as contas, todavia, pessoas felizes no seu trabalho, realizadas e admiradas. Se tivessem iniciado o “negócio” só por dinheiro, ah, por favor, seriam ao longo da vida pessoas frustradas e sem brilho existencial. O que nos realiza é o nosso encontro na vida com o nosso propósito, um objetivo que nos tira da cama, cedo pela manhã, sem nos levar a resmungos sobre a chuva, o frio ou calor. Quantas pessoas se ferram na vida por assumir “namoros” meramente pela beleza dela ou dele, pelo dinheiro dela ou dele, pelo nome de família dela ou dele, quantas? A felicidade é simplista, não gosta de adornos, não gosta de fantasias de um carnaval enganoso: o das aparências. É o que mais anda por aí. Casar com um trabalho que nos realize ou com uma pessoa cuja beleza esteja, mais que tudo, no caráter, são escolhas sábias e felicidade garantida. O mais será queixumes ao longo da vida. Três em quatro jovens americanos de hoje, Geração Z, disseram, numa pesquisa feita pela Associação Nacional do Ensino Médio, que preferem trabalhar num hospital a trabalhar numa empresa de tecnologias. Querem humanismo, querem calor humano no trabalho. Li essa notícia e respirei fundo, ah, temos esperanças.
RESPEITO
Esse substantivo – respeito – é indispensável na vida. Indispensável para que vivamos bem em sociedade e, mais que tudo, apliquemos em nós mesmos. O que mais vejo pelas ruas são pessoas que não se respeitam, a começar pelo modo como tratam o corpo, como o “decoram”. Infelizmente, são pessoas sem apoios nem amigos na vida, o autorrespeito é indispensável ao sucesso na vida. Muitos vão descobrir isso, se descobrirem, quando já for tarde. Tarde…
CONSELHOS
Você não tem idéia de quantas vezes já ouvi que devo ser mais dissimulado, esperto. Dizem-me que certas críticas que faço não me vão dar mais Ibope… Sinto muito, não vou abrir mão do que penso ser “conselhos” para o bem. Faz uns cinco anos, uma mulher, 52 anos, me parou num shopping de São Jose, SC, para dizer que por meus comentários ela tinha voltado a estudar e acabara de ser formar em Direito. Santo Deus, bebi duas cervejas depois da confissão, muito feliz. É isso… Tudo para ajudar.
FALTA DIZER
Há muito tempo li uma pesquisa inglesa sobre viúvos e viúvas. As mulheres viúvas dificilmente casam outra vez, já os homens pulam cercas eletrificadas para arrumar outra esposa, opa, errei, outra mãe. Até nisso os homens se revelam mais frágeis que as mulheres, infelizmente, não é, Prates?