Em Dream City, a Cidade dos Sonhos, o povo é ordeiro, trabalhador, as pessoas são afáveis, sorridentes. Saudações como “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite” nunca deixam de ser feitas, nem respondidas. É comum as pessoas se preocuparem verdadeiramente umas com as outras, porque lá o sentido de “comunidade” é muito mais amplo. Lá ninguém se liga em roupas “de marca”, em carro do ano... se o vizinho tem mais, ou se tem menos... porque todos se respeitam e têm senso de justiça! Quem tem mais, oferece oportunidades de estudo e trabalho para quem tem menos. Assim, todos crescem juntos. Uma fé inabalável mantém seus moradores de pé, firmes. Até os momentos mais difíceis são encarados com energia. E se algum amigo está com problemas, todos ajudam! Sensibilidade e acolhimento andam de mãos dadas. Aliás, solidariedade é uma característica que salta aos olhos em Dream City. Mas não é aquela solidariedade “para inglês ver”, não! É que eles sabem que o mundo é uma aldeia global: se o equilíbrio for quebrado, todos serão atingidos! Dream City, a Cidade dos Sonhos, tem praças bem cuidadas e limpas, ruas asfaltadas. Os rios que banham a cidade não são poluídos, a mata é preservada, e todas as crianças estão na escola. Tanta civilidade impressiona os visitantes. Definitivamente, a marginalidade não tem espaço em Dream City, a Cidade dos Sonhos. A cadeia local tem uns poucos detentos, remanescentes do tempo em que o município se chamava Blue City, a Cidade Triste!... Mas até eles têm bom comportamento: trabalham durante o dia e retornam às celas, à noite, apenas para dormir... Em 2 de outubro devem acontecer as eleições municipais, e os candidatos das cidades vizinhas estão prometendo que irão copiar o modelo de Dream City, a Cidade dos Sonhos. “Mesmo que não se alcance esse nível de perfeição, é preciso escolher os candidatos com as melhores propostas!”, repetia José, confiante. “Se todos se unirem, quem sabe?!...”