Final de semana de intensa movimentação político-partidária-eleitoral em Santa Catarina. Duas convenções homologatórias convergindo para os dois principais candidatos conservadores ao governo do estado. De um lado, Jorginho Mello, do PL, buscando a reeleição. Do outro, o ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues, do PSD, procurando furar a bolha bolsonarista. Ambos já devidamente homologados e contando com a presença de seus respectivos presidenciáveis, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado.
Força e tamanho do lado de Jorginho
A convenção de Jorginho Mello foi formatada para demonstrar força. Quinze mil pessoas reunidas, candidaturas proporcionais e majoritárias, numa coligação de oito partidos além do próprio PL. São eles: Novo, que tem Adriano Silva como vice; Republicanos; Podemos; Democracia Cristã, que entrou na undécima hora; Agir, que retirou o candidato próprio para apoiar Jorginho; PSDB; Cidadania e Avante. Jorginho formou a maior coligação de partidos em Santa Catarina, com convenções simultâneas de todos eles no mesmo sábado.
Três filhos de Bolsonaro no palanque
No discurso, Jorginho Mello tinha ao lado três dos quatro filhos homens de Jair Bolsonaro. Flávio, candidato à presidência. Carlos, ao Senado, juntamente com Carol De Toni. E Jair Renan, o caçula, que vai concorrer à Câmara Federal. Um palanque familiar que reforça a verticalização com o campo bolsonarista e sinaliza o peso que Santa Catarina tem no projeto nacional do PL.
O tempo de TV equilibrado
Apesar da coligação maior, Jorginho Mello terá tempo de televisão equivalente ao de João Rodrigues. Isso porque o pessedista conseguiu trazer para si a Federação União Progressista e o MDB, que acabaram preteridos por Jorginho Mello, que teve que fazer acordo com o Novo e ceder na indicação de Carlos Bolsonaro.
Lideranças e militância do lado de João
A convenção de João Rodrigues na Assembleia Legislativa teve outra lógica: reunir lideranças políticas, partidárias e o núcleo duro da militância. As convenções simultâneas da Federação União Progressista, reunindo União Brasil e PP, e também do MDB formalizaram apoio ao ex-prefeito. Com isso, o candidato do PSD garantiu tempo de televisão considerável.
MDB quase todo com João
No MDB, o deputado federal Valdir Cobalchini refluiu e vai estar com João Rodrigues, deixando isolados apenas três detentores de mandato parlamentar que ficaram com Jorginho Mello: a senadora Ivete Appel da Silveira, que sucedeu Jorginho no Senado, e os deputados estaduais Jerry Comper e Fernando Krelling. Além de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em grande volume.
PP libera, mas maioria fica com Jorginho
No PP, a formalização foi em favor de João Rodrigues, mas com lideranças liberadas. Dos três deputados estaduais, dois continuam com Jorginho Mello, Pepê Colaço e José Milton, com apenas Altair Silva alinhado a João Rodrigues, ao lado de Esperidião Amin.
Dez dias para a largada
Daqui a dez dias começa a campanha eleitoral propriamente dita. A contagem passa a ser absolutamente regressiva. Os palanques estão montados, as coligações fechadas, os presidenciáveis escolhidos. O que falta agora é o eleitor observar as propostas e discursos dos candidatos. E é ele quem vai dar a palavra final em outubro.