A chegada do verão e o período de festas de fim de ano costumam trazer um desafio silencioso aos hemocentros de todo o País: a queda significativa no número de doações de sangue. Entre junho e agosto, e novamente entre dezembro e janeiro, férias, viagens e mudanças na rotina afastam parte dos doadores. No entanto, a necessidade por transfusões não diminui — e é justamente nesse contraste que se revela a importância da doação regular ao longo de todo o ano.
Em Santa Catarina, o Hemosc reforçou esse compromisso ao celebrar, no dia 25 de novembro, o Dia Nacional do Doador de Sangue. A data homenageia quem dedica alguns minutos para um gesto simples, mas que pode mudar destinos. Com a campanha assinada pelo artista Luciano Martins, o apelo segue direto: “Sou doador de sangue, e você?”.
A direção do Hemosc reforça que cada doação é um ato de cidadania capaz de garantir estoques seguros justamente quando a atenção da população está voltada para o Natal e o Ano Novo. Todos os dias, pacientes dependem de transfusão — desde vítimas de acidentes até pessoas em tratamento de doenças hereditárias e oncológicas.
O desafio é grande: são necessárias 600 bolsas diárias para manter o abastecimento no estado, com maior demanda pelos tipos O e A, positivos e negativos. Graças ao modelo integrado, quando uma cidade enfrenta escassez, outra região supre a necessidade, garantindo que o sangue chegue a quem mais precisa.
Em nove cidades catarinenses, o Hemosc segue atendendo e orientando doadores. O processo leva menos de uma hora e exige apenas condições básicas de saúde e documentação. Em Jaraguá do Sul, o hemocentro está de portas abertas para quem deseja fazer a diferença.
Doar sangue é um ato que ultrapassa estatísticas. É, sobretudo, uma demonstração de solidariedade que mantém viva a esperança de milhares de famílias. Em um período em que a rotina aperta e o tempo parece curto, lembrar desse compromisso coletivo pode ser o maior presente que alguém pode oferecer.