Delgati: mais um herói da esquerda condenado pela Justiça

Foto: Divulgação

Por: Deltan Dallagnol

23/08/2023 - 06:08

 

Na semana passada, assistimos a um episódio bizarro na CPMI do 8 de janeiro: a ressurreição do hacker Walter Delgatti Neto, que foi vergonhosamente elevado pelos parlamentares de esquerda na CPMI à categoria de herói após ele fazer acusações contraditórias e, até o momento, sem provas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Isso não impediu que a esquerda tratasse as declarações de Delgatti como verdade, em contradição com a histeria da esquerda durante a Lava Jato, quando dizia que a palavra dos delatores não tinha valor sem outras provas e negava a multidão de outras provas existentes.

Apesar do show midiático da esquerda, a realidade rapidamente se impôs nesta semana: na segunda-feira, o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Criminal do Distrito Federal, condenou o hacker a mais de 20 anos de prisão, em regime fechado, pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos informáticos e realização de interceptações telefônicas sem autorização judicial.

A condenação aconteceu no âmbito da operação Spoofing, que investiga a invasão dos celulares de mais de 100 autoridades da República. Supostas mensagens hackeadas foram depois vazadas pelo hacker para veículos com claro viés de esquerda que, após editarem, selecionarem e deturparem as mensagens não autenticadas, publicaram matérias com o objetivo de anular condenações da Lava Jato e minar o trabalho feito pela operação, no que ficou conhecido como Vaza Jato.

Na sentença, o juiz desmontou de vez uma das principais alegações de Delgatti: a de que teria invadido os celulares e vazado as supostas mensagens por “justiça” e “amor à pátria”, pois achava que Lula era perseguido na Lava Jato. Mentira: Delgatti cometeu os crimes por dinheiro, e tentou até mesmo vender o material hackeado por R$ 200 mil a jornalistas.

O hacker teria tentado, ainda, vender o conteúdo em bolsa de valores nos cantos sombrios da internet. O hacker não tinha bússola moral; o que guiava as suas ações era o dinheiro, Mamon, o vil metal.

O juiz relembrou que Delgatti, esse novo Che Guevara brasileiro que causa fortes emoções entre os esquerdistas, era um estelionatário contumaz, que fez mais de 3 mil vítimas. Uma das técnicas preferidas de golpe utilizada por Delgatti era se passar por representante de bancos e entrar em contato com as vítimas para orientá-las a instalar programas maliciosos em seus aparelhos celulares e computadores; após, ele acessava senhas, contas bancárias e informações pessoais das vítimas, e assim roubava saldos de contas e zerava limites de cartões de créditos.

Quem já sofreu esse tipo de golpe, ou teve um amigo ou familiar que passou por isso, sabe como é doloroso quando um criminoso como Delgatti se aproveita da boa-fé e da honestidade das pessoas para tirar dinheiro de quem trabalha para conquistar o que tem.

Delgatti não é diferente desses estelionatários que clonam números de celular e mandam mensagens para o seu pai ou a sua mãe se passando por você, pedindo dinheiro. Quem já caiu no golpe sabe: não há nada pior do que a sensação de ter sido enganado, roubado, por criminosos que se aproveitam da confiança humana no próximo.

A condenação de Delgatti por crimes tão graves recoloca as coisas em seu devido lugar e nos lembra que a Vaza Jato, que nasceu de um crime e teve como resultado apenas o favorecimento do crime e a impunidade dos criminosos, sempre foi uma fofoca querendo bancar de escândalo. Após quatro anos, não comprovou nenhuma ilegalidade.

A condenação, também, revela o verdadeiro caráter da esquerda que celebra, romantiza e idolatra criminosos, colocando-os em pedestais quando deveriam estar na cadeia cumprindo seus crimes.

Agora que o hacker, o mais novo herói da esquerda, tem uma condenação criminal deste calibre para chamar de sua, vale perguntar: quando o governo Lula vai oferecer um cargo para ele em um de seus ministérios? Afinal, com um presidente da República que já foi condenado em três instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro, não é exagero imaginar que Delgatti, mais do que nunca, ganhou o direito de ser chamado de “companheiro”.