O debate realizado pelo SCC SBT, nesta segunda-feira, o primeiro com a presença do governador Jorginho Mello, foi marcado pelo alto nível dos confrontos e o respeito entre os participantes. O embate reuniu, além do candidato à reeleição, João Rodrigues (PSD), Gelson Merisio (PSB) e Ralf Zimmer (PRD), os únicos com representação no parlamento. Como era esperado, Jorginho foi o alvo preferencial, mas saiu-se bem na maioria das respostas, apesar das provocações, sobretudo de Merisio e Rodrigues. Temas como saúde, educação e segurança estiveram no centro do debate, com críticas dos opositores e defesa do governador. Nesta terça-feira, eles voltaram ao confronto no debate da Acaert, transmitido por mais de 200 emissoras de rádio, TV e Internet, porém sem a presença do governador, que reassumiu o cargo na noite desta segunda-feira por conta das chuvas no estado. A ausência de Jorginho Mello, embora compreensiva, foi criticada pelos opositores.
Crítica
Tanto João Rodrigues, quanto Gelson Merisio, presentes no debate da Acaert na manhã desta terça-feira, criticaram o fato de Jorginho Mello ter reassumido o cargo no lugar da vice-governadora Marilisa Boehm. Para ambos, foi um desrespeito às mulheres. Ralf Zimmer, que também participou do debate, evitou críticas.
Provocação
Apesar do alto nível, o debate do SCC SBT foi marcado por alfinetadas. Criticado por Merisio pelo distanciamento do governo federal, Jorginho respondeu: “Você era um bolsonarista fanático, agora é lulista até morrer. Eu quero que o governo federal respeite SC. Não vou lá ficar lambendo o Lula se ele não gosta de SC”.
Saneamento
A questão do saneamento foi outro tema polêmico no debate. João Rodrigues apontou como destaque negativo do estado e anunciou mudanças. “Eu como governador vou privatizar a Casan”. Jorginho respondeu que não irá nesta linha e projeta investimentos privados para trabalhar em parceria com a estatal.
Números
Após a conclusão dos julgamentos de candidaturas pelo Pleno do TRE-SC, Santa Catarina terá mais de 600 candidaturas nas mais de 17,5 mil urnas eletrônicas espalhadas pelo estado. No total, foram julgados 700 processos. Destes, 666 foram deferidos e 22 ainda dependem de julgamento ou de recurso às denúncias.
Denúncias

Foto: Divulgação/TSE
O aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, registrou 1.117 denúncias de possíveis irregularidades em SC, desde o início da campanha, em 16 de agosto. As ocorrências em vias públicas concentram a maior parte dos registros, com 627 denúncias. Propaganda na internet, com 108 reclamações, vêm logo atrás.