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Culpa nossa

Por: Luiz Carlos Prates

10/06/2026 - 07:06

Uma pergunta de amigo, a você, leitora, a você, leitor. Quando você é convidado para uma festa, dessas festas mais raras, digamos, mais “elevadas”, você vai com qualquer roupa? Não lhes posso ouvir a resposta, mas ouço a minha: – Diante de uma festa desse tipo, ou de qualquer festinha em casa de amigos, procuro me ajeitar um pouquinho mais… Afinal, sabemos que somos avaliados, antes de tudo, pela imagem. Aliás, fazemos isso diante das prateleiras dos supermercados. Um novo produto, lançado numa embalagem que se nos afigura tentadora, costuma ser uma isca para nós, pelo menos por maioria. Vale para tudo. Por dentro somos o que somos, bons, bem qualificados ou uma baita enganação, só que… As enganações não vão longe. Dou estas voltas para dizer que nos meus arquivos sobre incontáveis assuntos, há um segmento intitulado: Beleza. Histórias de vida de mulheres lindíssimas que foram muito famosas no cinema ou em outras áreas sociais. O curioso é que essas mulheres tinham atrás delas uma fileira de possíveis namorados, porém… A maioria dessas histórias não foram encantadoras, as mulheres não foram felizes. Foram bonitas e infelizes. Quase uma regra. Razão? Aqui faço uma inferência minha: os homens gostam de se mostrar, diante dos outros homens, como galãs, conquistadores, machos mesmos… Coitados. A questão é essa, não podemos nos encantar, levianamente, pelo que vemos. O que vemos é uma coisa e essa coisa na verdade é outra… Não vamos longe, você conhece alguém metido a rico, rica, que tenha em casa e com ele ande na rua um cão “vira-lata”, um cãozinho sem “marca”? Duvido. A grande questão é que costumamos nos enganar com aparências esquecendo que o elástico positivo da vida não são as exterioridades, são os nossos valores permanentes, valores que costumam crescer ao longo do tempo. Ademais, quem casa hoje com uma “miss” não a verá como miss passadas algumas semanas. A vida é assim. – “Ah, Prates, tu estás insinuando que eu case com um tipo qualquer? Não, claro que não, até porque não tenho esse poder. E nunca é tarde para lembrar que – “Quem o feio ama, bonito lhe parece”. Tudo é um ponto de vista na vida, um ponto de vista nosso. E se agora estamos suspirando algum remorso ou equívoco, parar e pensar: escorregão nosso, de ninguém mais.

RESPEITO

Não podemos tolerar farsantes brasileiros sacudindo bandeiras estrangeiras em manifestações públicas aqui no Brasil. Esses caras precisam ser “retirados de circulação”, devidamente punidos, safados, traidores. E agora começam a surgir “religiosas” querendo integrar as nossas forças militares e usando suas vestes “fantasias” na corporação. Jamais podemos permitir esse desrespeito às nossas fardas. Era só o que faltava nossos militares ao meio de gente “fantasiada” com vestuários lá de longe, aqui não…

FRASE

Uma frase muito comum que todos nós já usamos aqui ou ali é a que diz – “O que os outros vão pensar”? O que os outros vão pensar é impossível de evitar, sabemos por nós mesmos, mas se estivermos dentro da lei e da decência de comportamentos podem dizer o que que quiserem, faremos o que tivermos vontade. Ficar amarrado ao que os outros vão pensar é prisão perpétua na vida. Dentro da decência, liberdade faz-nos voar…

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FALTA DIZER

Claro que os pais já fizeram a devida revisão dos resultados dos filhos nas escolas, afinal, estamos em cima das férias de meio de ano. Deixar para mais tarde e culpar professores pelas notas más dos filhos vadios é típico dos irresponsáveis. Quem? Muitíssimos. Não é mesmo, professores?

 

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.