As investigações acerca da tentativa de homicídio, sofrida pelo presidencial líder nas pesquisas Jair Bolsonaro, pode estar tomando novos rumos, e apontar para uma realidade do Brasil que assusta: o poder do crime organizado!

Na última quinta (18), o delegado Rodrigo Morais Fernandes fez um pedido para prorrogar o prazo de conclusão do segundo inquérito aberto para apurar as circunstâncias do ataque a faca que quase matou Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República. No primeiro inquérito, finalizado há três semanas, o delegado concluiu que no dia do crime o auxiliar de pedreiro Adélio Bispo de Oliveira agiu sozinho, sem qualquer comparsa, porém, agora, uma segunda investigação foi aberta para averiguar se há um mandante ou, ao menos, se alguém incentivou Adélio a esfaquear Bolsonaro. No documento enviado nesta quinta ao juiz, o delegado pede mais prazo para investigar, em especial, a suspeita de que por trás do ataque a Bolsonaro pode estar a maior facção criminosa do país: o Primeiro Comando da Capital (PCC). Sim, a mesma facção que manda matar seus rivais em cidades com Joinville, onde existe uma grande briga pelo domínio dos pontos de tráfico entre o PGC e PCC, também pode ter tentado ceifar a vida de um presidenciável.

Segundo reportagens de veículos nacionais, a participação do PCC no crime estava entre as hipóteses consideradas pela Polícia Federal na investigação, principalmente no que diz respeito aos advogados que apareceram de repente para defender Adélio terem, em sua carteira de clientes, integrantes da facção. A suspeita inicial era de que o PCC pudesse estar custeando a defesa do agressor do candidato – os advogados são conhecidos por cobrarem caro por seus serviços e nunca explicaram quem os contratou para defender Adélio. Porém, com o avanço das investigações, agora a hipótese se torna a principal.

Os policiais trabalham com duas hipóteses principais. A primeira é a de que a facção possa ter encomendado o atentado. A outra é de que ela esteja patrocinando a defesa de Adélio Bispo. Destrinchando a suspeita original, surgida a partir da desconfiança em relação aos advogados, os policiais descobriram que, no rol de amigos de Adélio, havia dois “faccionados” do PCC – como são chamados os detentos ou ex-detentos batizados pela organização.

Agora você se pergunte, por que o crime organizado poderia “pedir a cabeça” de um candidato? Para mim está claro! Pois ele oferece risco a criminalidade. Se o crime supostamente consegue atentar contra a vida de um homem rodeado de seguranças e federais armados, o que ele consegue fazer com você, indefeso em sua casa? Esse é o sistema, esse é o Brasil, essa é nossa realidade.