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Crenças vãs

Por: Luiz Carlos Prates

14/07/2026 - 07:07 - Atualizada em: 14/07/2026 - 09:20

Todos temos, todos credos, crenças vãs. Digo isso e alguém ergue a voz: – “Me respeita, eu não tenho crença nenhuma”! E aí já está uma crença, a crença de pensar que a negação anula as crenças. Não falo em crenças de ir à igreja, andar de joelhos, juntar as mãos e apenas repetir palavras, decência que é bom nem pensar. A Copa do Mundo nos fez lembrar, nas arquibancadas da vida, de crenças, de credos, de superstições inerentes à condição humana. Como somos indefesos diante das surpresas da vida, criamos talismãs, amuletos, crenças e credos de todo tipo para nos blindarmos da má sorte, costumeiramente chamada de azar. E aí, nesses momentos o que fazemos? Bom, aí a coisa é pessoal, como disse, todos temos nossos modos de nos defender, por meio, insisto, de credos de todo tipo, como por exemplo… Acreditar que uma ferradura de cavalo atrás da porta nos vai evitar de sermos visitados por espíritos maus. Tolices desse tipo e tudo disfarçado de brincadeira. Será que você já não ouviu falar que “pé de coelho” da sorte? Como é que uma “extirpação”, uma brutalidade contra um bichinho pode nos trazer sorte? O ser humano, em muitos momentos, cai de quatro e… Faz aquilo. Cansei de ver jogadores de futebol mudando o ritmo dos passos para entrar em campo com… O pé direito. Ah, quer dizer que o pé esquerdo dá azar? Então não se queixem se vierem a perdê-lo num acidente. Paspalhos! Para outros, o número 13 dá azar, para o Zagalo, nosso inesquecível campeão do mundo dentro e fora do campo, era o número da sorte. O número não tem nada a ver com o suor da testa, do propósito. Trevo de quatro folhas, que eu nunca vi, dizem que dá sorte. Infindável a lista das estupidezes dos humanos, humanos “inteligentes” que esquecem do melhor de todos os talismãs: o suor. O suor do saudável esforço, o suor da fé, o suor da decência que nos leva ao degrau mais alto da verdadeira escada social e, sobretudo, da paz interna. A verdadeira ajuda vem de nós mesmos. Acreditar nessa verdade produz paz e crescimento. E quem não pode?

PECADOS

Eu era uma criança indefesa quando começaram a me enfiar goela abaixo a história do “pecado original”. Eu seria um herdeiro de pecadores, precisava pagar por meus pecados, sem esse “pagamento” todos iriam para o inferno, o fogo eterno. Olhe o que ensinavam às crianças. E aí, eu pergunto: E os bichos por que sofrem? Adotei uma cachorrinha toda quebrada, uma sofredora, qual foi o “pecado” dela? Se eu pudesse voltar atrás, ia pegar pelo pescoço os canalhas que me impuseram o medo na vida…

CÉU

Todos podemos viver ou ganhar o céu… Basta seguirmos exemplos como o do (inventado) Bom Samaritano: fazer o bem sem olhar para quem, viver em linha reta, sem esquerda nem direita, respeitar as leis, trabalhar honradamente, não apontar o dedo, ser e viver, enfim, o que todos sabemos pela intuição. Intuição é a possibilidade humana para anular as desculpas frias, é conhecimento sem consciência, sabemos que sabemos sem saber por que sabemos. Desculpas não pagam contas nem levam ao céu…

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FALTA DIZER

O deputado federal Luiz Carlos Hauly, do Podemos, RS, está apresentando um Projeto de Lei que eu o prego há muitos anos: que os jogadores convocados para a Seleção Brasileira sejam só os que jogam no Brasil. Os que jogam lá fora não jogam nada e escrevem caráter com “k”…

 

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.