Combate aos agrotóxicos na mira dos supermercados de Santa Catarina

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Por: OCP News Jaraguá do Sul

sexta-feira, 04:00 - 24/06/2016

OCP News Jaraguá do Sul
Cerca de 50% das redes varejistas do Estado e mais de 400 fornecedores estão engajados no combate ao uso indiscriminado de agrotóxicos em frutas, verduras e legumes. Eles participam do Programa Alimento Sustentável (PAS), iniciativa da Associação Catarinense de Supermercados (Acats) e sob coordenação técnica da empresa de tecnologia PariPassu, que teve seu balanço divulgado na quarta-feira, na Exposuper em Joinville. Neste ano, 54% dos estabelecimentos participantes do programa estão em conformidade, sendo que até o momento foram realizadas 51 amostras. Os produtos que mais apresentaram excesso de agrotóxicos foram: alface, tomate, morango, uva, laranja e mamão. O volume rastreado até agora foi de 44 milhões de quilos e a previsão é chegar em 70 milhões de produtos rastreados até o fim do ano, um incremento de 27% em relação ao ano passado. Hoje, o programa é responsável pelo monitoramento da origem de um em cada quatro produtos hortifrutigranjeiros vendidos Estado e, neste ano, foi reconhecido pela FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) na plataforma de Boas Práticas. Durante o evento também houve a apresentação do Termo de Cooperação Técnica entre o Ministério Público e mais 30 entidades, entre instituições públicas e privadas que visa garantir as melhores condições de sanidade de alimentos aos consumidores.  O termo é uma iniciativa do Ministério Público de Santa Catarina e ​que conta com o apoio e participação da Acats.

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Sem dinheiro público O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, declarou que o governo não vai colocar recursos públicos na Oi. Maior operadora de telefonia fixa do país e a quarta em telefonia móvel, com cerca de 70 milhões de clientes, a Oi pediu recuperação judicial nesta semana. A empresa incluiu no processo um total de R$ 65,4 bilhões em dívidas.

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Reforma da Previdência O governo federal já começou a formatar sua proposta de reforma da Previdência e deverá apresentar um “esqueleto” em reunião com sindicalistas na próxima semana. As mudanças em estudo serão concentradas em cinco temas, e para cada um deles há um conjunto de opções a serem discutidas para formar uma proposta conjunta: pensão por morte, idade média de aposentadoria, diferença de regimes entre homens e mulheres, previdência dos servidores públicos e o novo tratamento ao agronegócio.

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Negociações salariais A mediana dos ajustes salariais com vigência em maio de 2016 foi de 10%, ficando acima da inflação acumulada nos 12 meses anteriores pela primeira vez em dez meses, segundo a pesquisa “Salariômetro”, divulgada pela Fipe. No período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor foi de 9,8%. Dos 736 acordos coletivos que trataram de ajustes salariais, 20 estabeleceram redução de jornada acompanhada de redução de salários, e destes, apenas cinco utilizaram o PPE (Programa de Proteção ao Emprego, que permite tal medida com contrapartida da União), segundo a Fipe. De janeiro a maio deste ano, foram negociados 441 acordos coletivos com redução salarial e 118 através do PPE.

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Prévia da inflação Considerado a prévia da inflação oficial no país, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,40% em junho. O desempenho foi puxado por alta menor dos preços de alimentos e por deflação em transportes, puxada por etanol. Em maio, a alta tinha sido de 0,86%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em junho de 2015, a expansão foi de 0,99%. O resultado veio abaixo do que era esperado por economistas. Pesquisa da Reuters estimava alta de 0,52% para o período.

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Inadimplência O número de cheques devolvidos por falta de fundos no país em maio atingiu 2,39%, o segundo maior patamar para o mês desde 1991. O dado foi divulgado pelo Indicador Serasa Experian de Cheques sem Fundos. O maior nível atingido foi em maio de 2009, com 2,52% de cheques devolvidos. Segundo a Serasa, 1.208.897 cheques foram devolvidos em maio, enquanto 50.622.591 cheques foram compensados. Para os economistas da Serasa Experian, o crescimento no número de cheques devolvidos se deve ao aumento do desemprego no país e à queda do rendimento médio da população.

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Fabiana KochA importância de parar

Julho se aproxima e tenho certeza que muitos profissionais nem lembram que entraremos no período de férias escolares. Fico curiosa em saber quantos pais/mães-profissionais conseguirão tirar alguns dias de férias. A grande maioria não se permitirá. Falo de permissão sim. Afinal, é um direito do profissional, e as empresas precisam fazer valer esse direito, cedo ou tarde as férias virão. Mas aí é que vem o perigo. Já desenvolvi coaching em empresas onde existiam profissionais que não tiravam férias fazia 10 anos. Sempre que chegava o momento de usufruir deste direito, o recurso financeiro falava mais alto. Necessidades na família ou a conquista de algum sonho, levam profissionais a agir assim. “Vende-se período com a família”. Ou, “vende-se a saúde”. Segundo o empresário Washington Umberto Cinel, 80% das não-conformidades encontradas nas empresas são cometidas por funcionários que não tiram férias. As férias são fundamentais para mantermos uma equipe produtiva. As férias amenizam os efeitos colaterais do estresse e acabam promovendo maravilhas nos relacionamentos, afinal, o tempo em família costuma aumentar. O mesmo acontece nas relações amorosas. Pesquisas comentam que mulheres casadas que tiram férias com os maridos acabam se sentindo mais felizes. Precisamos aprender a parar. Entender que afiar o machado, espairecer a cabeça e ter olhos para ver novos cenários é importantíssimo na construção de um futuro de sucesso. Agora, também existem aqueles que fazem de conta que param. Mas na verdade, continuam conectados à empresa e aos desafios. Será que podemos chamar isso de férias? Conseguir tirar férias é privilégio de quem treinou muito bem a sua equipe e, claro, desenvolveu confiança. Ou seja, ele confia nas pessoas, e as pessoas confiam nele. Existe previsibilidade. Aceite que férias são férias. Permita-se esse pitstop. Caso ainda não seja possível, comece a preparar o cenário para que nas próximas férias escolares você possa melhorar as suas relações, de verdade! Fique bem!
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