As exportações em Jaraguá do Sul tiveram queda de 33,51% em janeiro de 2016 em comparação com o mesmo mês do ano passado. Os embarques para fora do país somaram US$ 22,055 milhões no primeiro mês deste ano. Em janeiro de 2015, esse valor chegou a US$ 33,171 milhões. O saldo da balança comercial no município (exportações menos importações) fechou em US$ 1,611 milhões no mês passado, um desempenho 68% pior que o mesmo período de 2015, quando a balança registrou superávit de US$ 4,963 milhões. A queda se deu pela diminuição das vendas de motores e geradores elétricos, que correspondem a quase 70% da pauta de exportações. A indústria viu os embarques desse produto cair 36% em janeiro deste ano, comparando com janeiro do ano passado. Três importantes parceiros internacionais da indústria jaraguaense reduziram as compras de produtos do município em janeiro de 2016, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram registradas quedas no principal comprador, os Estados Unidos (-39%), na Argentina (-37%) e na África do Sul (40%). Os produtos embarcados à Alemanha tiveram um desempenho 29% melhor. Esses países correspondem aos quatro principais destinos das exportações jaraguaenses no primeiro mês do ano.

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Menos Coca-cola

As vendas de refrigerantes Coca-Cola no Brasil tiveram queda de 5% no último trimestre de 2015, em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior.

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Duas Rodas

A Duas Rodas Industrial pretende ter crescimento de 15% nos resultados financeiros em 2016. A empresa teve faturamento de R$ 663 milhões no ano passado, 13% acima de 2014. Entre os planos para este ano estão novas aquisições, no Brasil e América Latina, além do reforço de ações que possibilitem o incremento do faturamento nas unidades existentes. Os negócios da Duas Rodas fora do país representaram, em 2015, 13% da receita bruta da empresa.

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Bancos reabrem hoje

Hoje, os bancos reabrem às 12h. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informa que contas de consumo (água, energia, telefone etc) e carnês que tiverem os dias 8 ou 9 como data de vencimento poderão ser pagas hoje sem acréscimo de juros. Os consumidores também podem agendar o pagamento das contas com código de barras nos caixas eletrônicos, por internet banking e pelo atendimento telefônico do banco.

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luís fernando almeida

Reorganização empresarial

Se queremos que a sociedade seja bem atendida pelos estabelecimentos comerciais, de prestação de serviços e industriais e que essas cumpram sua função social, que além de realizar lucros, para gerar e recolher corretamente seus impostos, criar e manter dentro das regras legais, bons empregos, fazer girar a economia, poder respeitar o consumidor entre outros benefícios, temos que ter sociedades empresariais sadias, bem administradas, com competência e profissionalismo.

Uma sociedade empresarial, ou empresa, seja do ramo de atividade que for, hoje, é muito mais que um simples meio de vida para alguém. Acima de tudo, tem um compromisso com a sociedade e traz, assim, responsabilidades maiores a seus gestores, até com o meio ambiente, educação, segurança pública.

É comum conhecermos mais as pequenas empresas, de famílias ou único proprietário, onde demanda muito conhecimento ou “suor” para administrar. A pequena empresa talvez seja muito mais difícil de gerir, uma vez que não conta com especialistas em cada setor ou para cuidar de cada assunto. Um lojista, geralmente, não tem um contador fixo, um comprador profissional, um técnico especialista para cada tipo de mercadoria que vende, enfim, ele tem que fazer quase tudo, desde a compra, pagamentos, vendas, entregas, contando com pouca ajuda. A solução? Esse empresário deve se reorganizar rapidamente antes de “quebrar”, o que tem ocorrido aos montes.

Para isso, deve procurar associações de classe, como a Acijs e CDL em Jaraguá, além do Sebrae e, principalmente, quando necessitar de transformações nas empresas, um advogado que possa lhe assessorar nesse sentido. Pode-se transformar a empresa, incluindo sócios, algo que muitos repudiam, mas sabe-se que não existe empresa de sucesso contínuo, onde não existam sócios, ou especialistas profissionais contratados, pois têm interesses comuns na sociedade. Existe ainda a possibilidade de incorporação de outras pequenas empresas do ramo, aproveitando o conhecimento daquela que está sendo incorporada, se for o caso. A fusão de duas empresas ou mais, formando uma terceira, é outra saída interessante, unindo forças, ainda mais em épocas de crise econômica.