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Coluna do Prates: Premiar os bons

Por: Luiz Carlos Prates

04/02/2023 - 05:02 - Atualizada em: 04/02/2023 - 12:52

Somos, não raro, extremamente injustos na vida. Costumamos reclamar de quem nos trata mal ou nos atende mal no comércio, por exemplo. Reclamamos dos negativos, mas não somos, como devíamos ser, justos com os bons.

Se um garçom nos trata de modo indelicado, costumamos chiar ao dono do restaurante – “Aquele garçom é um grosso, não nos atendeu bem, é bom que vocês saibam, isso e mais aquilo…”. É o que muitos fazem.

O desagradável nesses fatos é que os fregueses que são bem atendidos ficam quietos, saem e nem gorjeta deixam ou elogios a chegar até à direção da loja ou do restaurante. – “Ah, mas é obrigação deles atender bem”. Dizem os néscios.

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Os mesmos não vão à direção dizer da qualidade elevada de um eventual atendimento. Não dar aos bons o que os bons merecem é premiar os maus por vias indiretas. Mas é bem assim.

A comida deliciosa que a mãe passou a manhã toda fazendo é engolida, pratos raspados, mas ninguém diz – “Ô, mãe, está tua comidinha tava que tava, coisa boa, mãe”! Não, os entupidos ignoram isso.

Engraçado, muitas dessas pessoas se dizem religiosas, muitas não saem da igreja, ainda que na igreja mais não façam senão mexer os beiços, a oração deles é puro palavreado, nenhuma fé consistente; aliás, nem sabem definir fé.

Gostaria de interromper uma missa, passar uma folha de papel e caneta a todos os presentes… – Agora, vocês vão escrever 20 linhas sobre o que é a “missa” e qual o significado da fé. Vamos, escrevam!

Fico a imaginar quanta estultícia seria escrita ou nem isso, páginas em branco… Ué, dizem ter fé e nunca leram a Bíblia? Nesse livro lê-se que – “A cada um segundo suas obras”…

Vale dizer, aos bons temos que dar o que é bom, o que merecem, e aos maus o que lhes é de direito, o chicote no lombo, tanto num sentido figurado quanto num sentido lato…

Ah, e quando formos contar ao gerente sobre o bom atendimento, é bom também na hora da saída dizer isso a quem nos bem atendeu. Felicidade pura. Elogios motivam fortemente os competentes e educados.

REJEIÇÃO

Abandonar uma criança recém-nascida é um baita “crime”. Se essa criança abandonada for adotada, educada, amada, protegida por uma família, que ela nunca se atreva, por estupidez, a tentar mais tarde saber de sua família biológica. Caso que aconteceu entre nós, dia destes, envolvendo figuras extremamente conhecidas de todos os brasileiros. A filha adotada, 51, quis saber de sua origem, saber dos pais… O pai adotivo fechou o cenho e ela sossegou o facho. Ainda bem, bestalhona!

FRASE

Fico buzina da vida toda vez que leio manchete como esta, de um site de jornalismo: – “Famosas que chegaram aos 50 com tudo em cima”. E as fotos delas. Antes de tudo, uma mulher com 50 anos é uma adolescente. Ademais, por que elas têm que estar com tudo em cima e os “molengas” podem estar barrigudos, sem banho, chulé, caspa, arrotos altos, atirados e ninguém lhes cobra nada? Batam na mesa, mulheres. Cobrem deles o “mesmo”, o mesmíssimo.

FALTA DIZER

Ouvi um médico dizer que a falta de sono é um grande problema no Brasil. Discordo. Não é falta de sono, sono todos temos, é impossibilidade de dormir de modo descansado em razão das cabeças sujas que andam por aí. E os ingênuos querem cair no sono com comprimidos. Vão cair é em outro “sono”. Limpando as cabeças, o soninho vem correndo.

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.