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Chimarrão amargo

Por: Luiz Carlos Prates

17/04/2026 - 07:04

Chimarrão é rotina… Por volta das 4h da tarde arrumo o banco, preparo o chimarrão e vou descansar por uma hora e pouco, mas… Com a tevê ligada em programas policialescos. – “Ai, Prates, que horror, não tens coisa melhor para ver”? É o que as amigas mais me dizem, e minha resposta é não, não tenho coisa melhor. Já conto da razão. Fiz Psicologia na PUC/RS, foram cinco anos de estudos pesados e mais um ano e meio de estágios obrigatórios. Por que fiz tudo isso? Por gosto, não exerço a Psicologia “comercialmente”, uso-a na vida e aqui, com você. Os programas policialescos resumem a psicologia convencional do povo. Vítimas de todo tipo, bandidos de todas as espécies, dores, sofrimentos e alegrias eventuais. Psicologia pura. Agora digo a que venho. Nos programas policialescos, pessoas são identificadas e acusadas de crimes bárbaros, como também o são muitos “bandidos” de colarinho branco, vagabundos que se apropriam de dinheiro alheio, “grandalhões” da sociedade. O curioso nessas histórias é que não faz sentido um sujeito ser acusado de um crime, um crime que ele não cometeu, e ainda assim manter-se “educado” em sua defesa. Quem é acusado de um crime que não cometeu perde a elegância, ergue a voz, fecha os punhos, os olhos saltam das pálpebras, o cara fica furioso em sua defesa. Onde é que você viu um tipo desses nos últimos telejornais ou programas policialescos? Os culpados-engravatados são “educados”, sacodem a cabeça negando teatralmente… Não erguem a voz, não batem o pé, nada, são “educados”. Vagabundos. Eles sabem que o dinheiro os vai livrar da cadeia. De um modo ou de outro, esses prepotentes têm que aprender o que é bom pra tosse… Leitor, imagine alguém o acusando de ter participado de um grupo que assaltou um banco, você sorriria diante da acusação ou subiria pelas paredes negando, hein? Há um velho ditado que diz que – “Quem cala, consente”! Esses “bacanas” engravatados que andam por aí, de todos os poderes, acusados de vilanias e mãos-grandes em muitos momentos não esbravejam, não ficam furiosos diante de acusações. Apenas dizem que a “justiça” vai provar que são inocentes. Inocentes não esperam por ninguém, esbravejam na hora. E vendo essas verdades nos programas policialescos, meu chimarrão fica muito amargo, bah!

ABUSO

Foi dia destes em São Paulo. Ouça a manchete: – “Universidade de São Paulo pune suspeito de estupro em moradia estudantil com proibição de aulas por 120 dias”. Os hipócritas chamam de “suspeitos” caras que cometeram crimes bárbaros, mas… que ainda não foram condenados, mesmo que presos em flagrante. Outra coisa, punir um bandido desses só por alguns dias? Ele tem que ser expulso e procurado para uma “conversa” com alguém da família da garota estuprada.

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POVO

Quando digo povo, digo maioria… Pois essa maioria quando vai comprar um carro fica circulando em torno do carro, dá muitas voltas olhando o carro por todos os lados e por baixo… Interessante, mas… Será que esse mesmo povo faz isso em torno dos seus candidatos nas eleições? Faz nada, mas depois se queixam da sorte e apontam dedos, mas nunca para si mesmos. Irresponsáveis!

FALTA DIZER

Levianos dizem que as doenças igualam a todos… Não é verdade. Pouca gente sabe que há centenas de presidiários com graves problemas de saúde no Brasil, mas… Será que eles recebem a “devida atenção” e são mandados para casa, para tratamentos melhores? Isso tem que ser bem apurado e ganhar destaque na imprensa diária. Quando isso? No Dia de São Nunca? Treteiros.

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.