Todos nós mentimos, em muitos momentos não há saída senão a mentira. Mentimos sobre nossas safadezas ou sobre questões a envolver uma gentileza social, por uma questão de cortesia ou respeito, seja pelo que for e quem sejamos, mentimos. – “Ah, mas tu está me ofendendo, Prates”? Desculpas fazem parte do jogo… E mentiras fazem parte da boa educação. Uma pessoa, por exemplo, descaída, fragilizada, que ficou “feia” em razão de uma doença, será que vamos dizer isso a ela? Quem o fizer não devia ter nascido. As mentiras mais comuns, as mais encenadas no teatro da vida, são as mentiras religiosas, mentiras que partem dos pregadores e mentiras que nos empurramos a nós mesmos. Crer deve ser algo muito pessoal e silencioso. Todos temos crenças que não dizemos a ninguém, sabemos disso… Antes de trazer o exemplo de uma fé, de uma crença pura e inocente, vou apenas relembrar uma das frases de que mais faço uso, aquela que diz – “Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê”. Essa frase foi apropriada por religiosos, mas ela vem dos tempos das cavernas humanas, não tem nada de religiosidade, mas tem tudo de verdade. A história que me ocorre relembrar é uma história que vem de uma região árida, de chuvas escassas no Nordeste brasileiro. Era uma vez uma pequena cidade dos interiores do nordeste, onde não chovia há um longo tempo. Desesperados com a seca, os moradores da cidade decidiram fazer uma procissão religiosa e pedir a Deus que lhes mandasse uma boa chuva. Numa das tantas famílias que se organizaram para a procissão, havia a família de um gurizinho, chamado João, 7 anos. Chegado o dia da procissão, a família se reuniu, vestida com o de melhor possível e preparou-se para ir à procissão, mas… E o João, o filho, o garotinho, onde andava? Os pais chamaram, chamaram e lá pelas tantas o Joãozinho apareceu, com a cara de cansado. E os pais perguntaram onde ele andava, por que se atrasou? E Joãozinho simplesmente respondeu: – “Não estamos indo para uma procissão pedir a Deus que nos mande chuva? Eu estava procurando pelo guarda-chuva, nós vamos precisar dele”. Foi a resposta do garoto. Já a fé dos adultos costuma ser bem embusteira e condicionada: seu eu for atendido, acenderei velas! Safados!
CRENÇAS
Há milhões de anos não havia tecnologias, ciências como hoje, então… O pessoal tinha seus “deuses” artificiais: o sol e a luz, vivendo no céu… Pediam e agradeciam favores aos seus “deuses”, até que… Surgiram os espertalhões que criaram os deuses onipotentes e onipresentes. Deu no que vivemos hoje, uma perdição coletiva de pessoa que se dizem crentes, mas só da boca para fora. No fundo não creem em nada ou no inexistente…
MANCHETE
Espertalhões enriquem com o dinheiro público… Ouça esta manchete, jornal paulista: – “Isenção tributária para igrejas pode ter impacto de até 50 bilhões e deve onerar até os fiéis”. E por que os “benfeitores” não investem esse dinheiro nas escolas públicas e na saúde do povo pobre? Queres ficar rico? É abrir uma igreja e pedir dízimos aos “inocentes”, tudo sem impostos. Riqueza garantida.
FALTA DIZER
Frase do porão da minha memória: – “O de que a alma precisa não se compra com dinheiro”. Vivo dizendo isso, nossa felicidade está na palma da nossa, pelo nosso jeito de pensar e pelo nosso jeito de nos vermos no espelho da nossa vida… O mais é pessimismo e sofrimento contínuos. Os ricos sabem disso…