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Céu e inferno

Por: Luiz Carlos Prates

21/04/2026 - 07:04

Estou cansado de falar que uma criança até aos 6 anos vive o que a Psicologia chama de “período de molde”. A criança não tem como se defender dos condicionamentos que lhe começam a chegar desde o abrir dos olhos para a vida. Antes de tudo, pai e mãe são os “condicionadores”, os primeiros e mais impactantes exemplos. Vivi isso de modo inesquecível. Nunca na minha vida estudei em colégios ou universidade que não fossem católicos. Fiz todos os meus anos letivos e mais tarde a faculdade nos colégios Santa Maria, na cidade gaúcha de Santa Maria, e mais tarde no colégio Nossa Senhora do Rosário e a Faculdade de Psicologia na Pontifícia Universidade “Católica”, em Porto Alegre. Faço esse resumo para dizer que cansei de ouvir, de ser “ameaçado” de ir para o inferno se morresse sem prévia confissão e arrependimento dos meus pecados. Essa ameaça de ir para o “fogo eterno” era coisa repetida todos os dias nos colégios e nas famílias. Os bons ao morrer iriam para a felicidade eterna no céu, já os “pecadores” iam arder eternamente no fogo do inferno. Pode uma estupidez dessas? Sim, perfeitamente possível como obras bem trabalhadas por safados e dizimistas… Até agora nenhuma religião conseguiu provar a existência de vida pós-morte. É tudo invenção dos humanos trapaceiros, agora, tem uma coisa… É possível sim conquistar o céu. O céu aqui na vida, o único céu possível. E como é que se consegue viver nesse “céu”? Simplesmente vivendo sem sentimentos de culpa gerados por safadezas e tretas típicas dos mal-intencionados. Quem viver na decência, quem seguir os caminhos dos princípios éticos no convívio humano viverá no “céu”. No céu da paz, dos deveres cumpridos, do não ter por que temer acusações geradas por crimes de toda sorte, a começar, por exemplo, por trair a mulher. Ou mesmo de “roubar” canetas no ambiente de trabalho, já nem falo nas grandes trapaças dos (falsos) poderosos, de todos os poderes, que estão por aí a inventar desculpas para suas safadezas. Diz o ditado que “Quem não deve não teme”. Sacrossanta verdade! Ó, veja, usei de uma palavra que vem dos condicionamentos por que passei: sacrossanta… Somos o que fizeram de nós e o que agora fazemos. E o resultado desse comportamento é o céu ou o inferno. Decisão nossa.

APARÊNCIAS

As redes sociais um dia vão ser devidamente comentadas como a maior trapaça até então criada pelos humanos. Redes sociais são um palco de farsas, de mentiras. Criamos histórias nas redes sociais para sermos invejados, mentirosas ostentações pessoais. Os outros caem na trapaça, mas os mentirosos ardem por dentro sabendo-se mentirosos. Se soubéssemos como estão a viver as pessoas que eventualmente invejamos nas redes sociais, iríamos agradecer ao nosso Anjo da Guarda pela nossa vida.

VENCEDORES

Quem são os vencedores na vida? Mesmo que a resposta seja ampla, tão diversa quanto as pessoas, muitos vão responder que vencedores são os que transformaram seus sonhos em realidades, chegaram à riqueza, isto ou mais aquilo… Será? Os pensadores budistas entravam na contramão diante dessa pergunta, eles respondiam que vencedores eram, e são, os que estão felizes com a vida que vivem. Bah, meia-dúzia e olhe lá…

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FALTA DIZER

Duas razões para a infelicidade: apegos a questões do passado e medo, insegurança diante de um futuro desenhado pela própria pessoa. E a grande pergunta do momento é: quem tem vida familiar feliz? Quem prefere estar em casa, com a família, a andar por aí? Raríssimos. Aborrecimentos de plantão, 24 horas.

 

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.