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Caso Seif de volta à pauta – Claudio Prisco Paraíso

Foto: Divulgação

Por: Claudio Prisco Paraíso

02/04/2025 - 06:04

 

O Ministério Público Federal, no contexto eleitoral, diretamente de Brasília, confirmou o seu posicionamento pela cassação do mandato do senador Jorge Seif, do PL de Santa Catarina. Isso já havia ocorrido no ano passado, mas como o relator solicitou novas demandas e após recebê-las compartilhou com o MPF, que ratificou o encaminhamento inicial. Pela degola do liberal.
Agora, caberá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido pela ministra Carmen Lúcia, agendar, ainda em maio, o julgamento de Jorge Seif.
Sim, porque lá atrás, no ano passado, o assunto envolvendo o senador já vinha sendo apreciado antes mesmo do outro processo relativo ao senador Sérgio Moro, do estado vizinho do Paraná. Só que no caso do ex-juiz, o Supremo já fez o julgamento. Ele foi absolvido e está tudo zerado.
No caso de Seif, o relator, orientado por Alexandre de Moraes, a época ainda presidente do TSE, deu um cavalo-de-pau, porque o seu voto já estava pronto. Era pela cassação de Seif.

 

Sempre na pressão

Mas, como Alexandre de Moraes conseguiu uma situação no seu estado de origem, São Paulo, pela ascendência que tinha, e continua tendo, sobre o relator, o ministro pediu para que ele puxasse o freio de arrumação. Aí já se dizia que a ideia não seria mais a condenação, mas a absolvição de Jorge Seif.

 

Obstáculo

Toda essa reviravolta pegaria muito mal. Foi aí que entraram as solicitações sobre algumas situações relativas ao caso do suposto abuso econômico praticado por Jorge Seif. O que jogou o julgamento para 2025.

 

Bronca

E o que fez Alexandre de Moraes mudar de opinião? O governador Tarcísio de Freitas iria nomear o chefe do Ministério Público paulista, o mais votado, no estado de São Paulo.

 

Inimigos

Só que o primeiro da lista era adversário, arqui-inimigo de Alexandre de Moraes. O todo-poderoso então conseguiu que Tarcísio nomeasse o terceiro, intimamente ligado a ele. Com essa equação, a situação de Seif foi resolvida.

 

Mão de Pacheco

Claro que o pedido do então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, em favor de Moro e Seif, também sensibilizou os ministros do TSE, ainda mais que Rodrigo Pacheco, como presidente do Senado à época, não colocou pra frente nenhum pedido de impeachment contra ministros do STF.

 

Alvo

O maior número de pedidos de impedimento era contra o próprio Alexandre de Moraes. Só que nesse meio tempo, Seif voltou a abrir a caixa de ferramentas e está atacando fortemente os ministros do Supremo, criando uma certa animosidade.

 

Mudança

Rodrigo Pacheco não é mais o presidente do Senado e Tarcísio de Freitas está na esquerda das supremas togas depois daquele discurso em Copacabana, na mobilização convocada por Jair Bolsonaro, pedindo anistia aos envolvidos no 8 de janeiro, aquela lorota de golpe fictício inventado pelo consórcio Supremo e Planalto. Posicionamento que gerou mal-estar.

 

Prazo de validade

Então, o padrinho de Seif, Tarcísio de Freitas, já não está valendo mais, está sem forças nesse front. Na outra ponta vemos o catarinense batendo muito nos ministros do STF. Existe agora até a possibilidade da tese da cassação, que esteve muito evoluída, retomar à pauta do dia.

 

Reflexo

Vamos observar o desenrolar dos acontecimentos, mas isso pode mudar completamente o quadro político do estado. Explica-se. O Ministério Público Federal deixou claro que, em caso de cassação, será necessária nova eleição para o Senado em SC, assim como já tem jurisprudência no STF.

 

Pedido

A reivindicação da coligação que pediu a cassação de Seif era para que fosse guindado ao mandato o segundo colocado, Raimundo Colombo. Ou seja, o ex-governador queria ganhar de bandeja, o mandato. Havendo a cassação, teremos nova eleição, ainda no primeiro semestre. Raimundo Colombo deseja o mandato? Que vá às urnas.

 

Cabo eleitoral

Nesse caso, como é líquida e certa a eleição de um liberal respaldado por Jair Bolsonaro, Jorginho Mello teria todas as condições de já descongestionar a área de 2026 com vistas ao Senado.

 

Ela

O nome natural, evidentemente, seria o de Carol De Toni, que já concorreria agora e liberaria uma vaga para 2026. Isso ajudaria a equação liberal e dos partidos coligados hoje com Jorginho Mello. E a esquerda? Pode lançar candidato? Claro que pode. Mas com chance zero de vitória. O quadro é complexo e nos leva a crer que o mês de abril promete novidades.

 

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