Vou falar de casamentos, mas antes preciso dar umas voltas… Nos meus tempos de escola marista, inesquecíveis pela disciplina, tínhamos aulas e testes de Orientação Profissional. Eram ditames e avaliações sobre potenciais futuramente profissionais de nós todos, gurizada de sala de aula. Gurizada, eu disse. Meninas eram proibidas nas escolas maristas daquele tempo… E ao lembrar dessas aulas de orientação profissional, fico pensando, precisamos hoje, mais do que nunca, de aulas de “preparo para um eventual casamento”. As pessoas hoje, sem namoro nem noivado, simplesmente se juntam. Não pode dar certo, se der foi uma Mega Sena afetiva, uma chance ao meio de milhões para errar. Li há pouco no portal Metrópoles uma manchete típica dos jovens de hoje, a manchete diz que – “Maioria da Geração Z está disposta a viver relacionamento aberto”. O que significa relacionamento aberto? Um tipo de “casamento” em que ele vive aqui, ela vive lá, se encontram por vezes, pintam e bordam na cama, mas… Cada um no seu canto. Liberdade e nada vai tipificar traição, é casamento/aberto. Isso é irresponsabilidade e uma invenção dos homens, as mulheres, as que concordam, são frouxas. Quem gosta, quem ama quer ficar junto, sem essa de dividir com outros o coração que eu quero como meu…. Casamento tem que ser luva, um no outro como uma luva, linguagem pictórica, mas incontestável. O mundo de hoje favoreceu muito os homens, o que era grosseira vergonha no passado virou postagens apreciadas nas redes sociais. A vergonha, coitadinha, já celebrou, faz tempo, a missa de sétimo dia… A Geração Z, nascidos entre 1997 e 2012, vive um desnorteamento que vêm dos modismos estúpidos da sociedade de hoje e vem, mais que tudo, da falta de saudáveis vivências familiares. Achar uma criança bem-nascida hoje, bem-educada, orientada e, quando necessário, devidamente punida pelos pais é mais difícil que encontrar uma nota de 3 reais… Volta e meia, leio, ouço histórias de personalidades famosas da televisão ou não casadas, mas separadas. Ele aqui, ela lá. Nessa questão, sou muito estonteado, ou os dois juntos, quando se amam, ou algo está muito errado, alguém está cedendo para não perder… Casamento tem que ser como uma chave e uma porta, se os dois não combinarem perfeitamente, juntos, tchau, fui…
VALORES
O que eu falei, há pouco, sobre casamento e viver juntos é um posicionamento meu, bem pessoal. Há quem discorde, faz parte do jogo, mas é por isso que não aceito alguém dizer que só depois do casamento foi descobrir que “ele” não prestava. Todos nós temos nossos valores e os fazemos conhecidos, é só prestar atenção na fala da pessoa e ouvir sobre seus valores. A partir daí, nada inocenta alguém dizer, mais tarde, no casamento, que foi enganada…
DESCONFIANÇA
Só quem for muito ingênuo pode, hoje, acreditar sem piscar no que ouve ou lê das pessoas. Está explodindo o lançamento de livros alicerçados sobre a Inteligência Artificial. E os “autores”, analfabetos de quatro costados, ainda dão autógrafos, se acham os tais. Hoje andar de olhos abertos é o mínimo, mas, infelizmente, não é suficiente. O que fazer? Senta e escreve, cria, quero ver… Ou laço.
FALTA DIZER
Circula em Brasília um projeto que visa a legalizar o “Homeschooling” americano, isto é, educação caseira. As crianças, aprovado esse projeto, não precisariam mais ir à escola, só fariam provas. Os pais, em casa, seriam os professores. E que pais sabem de tudo? E que educação seria essa? Cassação aos possíveis aprovadores do projeto… Nada substitui o colégio.