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Caráter não muda – Luiz Carlos Prates

Por: Luiz Carlos Prates

28/02/2025 - 08:02

Temos que aprender a ler, a ler os outros. Devemos saber que os humanos se comunicam por todos os poros. E quando digo isso vou além das palavras, falamos pelos gestos, pelo tom da voz, pelas expressões que nos saem de modo natural diante do que ouvimos. Claro, sem falar nas palavras que ouvimos, palavras presumidamente escolhidas por quem fala para nós, fala numa boa ou fala para nos ofender. Essa leitura temos que dominar para não sermos iludidos de modo degradante. Todos temos uma “tradutora” emocional dentro de nós, ninguém é ingênuo para dizer que não tinha notado uma eventual ofensa. Notou, mas por conveniências fingiu não notar. E esse fingir não notar é o que mais desgraça a vida das mulheres nos casamentos ou nos ajuntamentos. Fingir não ver, deixar passar, vai lascar a vida dessa pessoa. Dia destes circulou aqui entre nós uma informação que passou batida pela maioria das mulheres, uma nota da Secretaria de Segurança que nos fazia saber que os índices de violência doméstica aumentaram assustadoramente em 2024, aumento em torno de cinco vezes. Agora me diga, onde está a origem dessa violência? Na leniência, no silêncio das mulheres, no não reagirem na primeira vez que um vagabundo engrossar a voz com elas. Uma primeira proibição, uma insinuação de ameaça, ou ameaça mesmo, seja o que for, um pigarro mais forte, pronto, o vagabundo passou o sinal sobre ele: ele não presta. E estou falando inclusive para ordinários que se acham, pensam que são ricos, são autoridades, pensam que com eles o bicho não pega… Ah, pega sim, ô, se pega! Claro, o tal “bicho” deve ser a própria mulher ou (por que não?) alguns dois ou três “amigos” dela… Impunes os agressores não devem ficar. Mas, volto à origem da conversa, tudo isso se evita logo ao início do relacionamento. Deixar para mais tarde, fingir não ver, vai ser inquietação das graves, ah, vai! Ah, e outra coisa, tiremos da cabeça essa história de que podemos mudar o jeito de alguém, não podemos. Muitos, depois de alguns tabefes da vida, fingem ter mudado, mas não mudaram. Caráter não se muda, o safado pode ficar contido, fazendo um falso teatro, mas… No momento em que tiver que voltar a ser o que sempre foi, voltará… Aviso dado!

FOLGA

Um deputado federal, sem ter o que fazer, voltou à carga com a história de 4×3, isto é, quatro dias de trabalho por três de folga. Isso num país com históricas dificuldades econômicas. Ademais, será que o deputado bonzinho é empresário, tem negócios que envolva funcionários? Para políticos é ótimo propor folgas para o operariado, afinal, o operariado é a maioria eleitoral. Ferro!

DANOS

Engana-se quem pensa que menos dias de trabalho faz bem à saúde, que as pessoas serão mais felizes, baita equívoco. Menos tempo no trabalho significa mais tempo em casa? E mais tempo em casa, seguramente, aumenta os feminícios, as brigas e os divórcios. Quem não vê a coisa por esse ângulo é muito ingênuo. Folgas em casa? Quem não sabe que a ociosidade é a mãe de todos os vícios e das brigas mais perigosas? Esperem, depois me digam…

FALTA DIZER

Ou transformamos nossa vida num carnaval ou vamos vivê-la numa alongada quarta-feira de cinzas. Transformar a vida num carnaval significa dançar, cantar, relacionar-se com pessoas, soltar-se, enfim, todos os dias, sem datas especiais do calendário. O Rei Momo da felicidade está dentro de nós, portando as chaves do nosso Carnaval existencial… É isso ou “cinzas”…

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.