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Briga feia

Por: Luiz Carlos Prates

07/10/2026 - 06:10

Acabei de ler sobre um pesado desacerto entre ex-amigos. Bom, antes de tudo, quem um dia foi amigo e hoje não é mais, nunca foi amigo… Foi uma enganação. A história envolve um blogueiro que virou “jornalista” e uma atriz, de terceira classe… Eram amigos e confidentes. Antes de ir adiante, vou lembrar do que vivo dizendo aqui: – Cuidemo-nos ao abrir a boca, o que dizemos não pode ser trazido de volta. O blogueiro jornalista tinha amizade com a tal atriz, mas… Lá pelas tantas, se desentenderam, brigaram e nunca mais. Nunca mais? Algo deve ter acontecido e levado a “atriz” a contar confidências outrora feitas pelo ex-amigo. O cara ficou indignado, as confidências dele foram daquelas que não contamos nem para o padre na confissão… Por que estou no assunto? Porque todos nós podemos cair nesse abismo das confissões, de revelar nossas fraquezas, erros, questões muito pessoais. Num primeiro momento, tudo bem, abraços e beijos, mas… Lá adiante, os dois amigos, confidentes, brigam. O que vai acontecer? Bem possível que um deles conte das confidências do outro, afinal, estão brigados. E o que acontece com o ingênuo? Ou morre de vergonha ou fica irritado ao ponto de explodir em reações nada sociais, mas… Fique claro para todos nós, nunca fazer confidências, para ninguém. Se a confidência envolve um passado que não pode ser corrigido, por que contar? Ah, é bom também não esquecer, jamais esse tipo de confidências para o marido, para a mulher, para a mãe Joana… Para ninguém. Se a coisa não pode ser corrigida ou se é uma fraqueza habitual da pessoa, contar, revelá-la é dar armas a um possível inimigo na vida. Aliás, as confissões “religiosas” foram invenções dos homens prepotentes, no poder, para ficar sabendo através dos seus “representantes religiosos” os segredos dos seus “escravizados”. Quem quiser fazer uma confissão que a faça para o seu Deus, para ninguém mais. Abrimos a boca, bah, perdemos a liberdade, falo do abrir a boca para contar de nossas fraquezas, erros, arrependimentos, o que for. Mais uma vez: não abrir a boca para ninguém, menos ainda para amigos ou familiares…

HISTÓRIA

Passei anos e anos em colégios católicos e nunca me caiu a ficha de perguntar a um professor o que significa o sinal da cruz, quem são os nomes do sinal da cruz… Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, é isso? Sim, mas e a mulher? Não pode haver humanos sem a bipolaridade complementar, sem mulheres não há homens, sem homens não há mulheres. Quem me pode explicar a ausência da mulher e a história infantil de que o pecado foi originado por uma mulher? Nem o Papa me vai explicar!

IGREJAS

Ontem, uma senhora, ativa numa determinada igreja, me disse uma verdade nada nova, mas admitida por poucos: a grande maioria que costuma frequentar igrejas na verdade são pessoas que estão buscando fugir da solidão. Na igreja os “solitários” têm pessoas por perto, sentem-se vinculados a um grupo. Chocante verdade, e também reveladora: cada vez mais e mais pessoas vivem “sozinhas’, ainda que tenham parentes por perto…

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FALTA DIZER

Ficamos sabendo agora que durante muitos anos diversas universidades japonesas sabotaram as mulheres nos vestibulares de Medicina. Elas tiravam notas bem mais altas que os “homens”, mas eram reprovadas. As desculpas eram que as mulheres ao casar e ter filhos não podiam cumprir horários e escalas, desistiam do trabalho mais frequentemente, isto e aquilo… Na verdade, tudo inveja das mulheres bem melhores… Pegar os trapaceiros pela gola, ô…

 

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.