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Boca fechada

Por: Luiz Carlos Prates

24/07/2026 - 07:07

A inveja dos outros, muitas vezes, aparece de modo disfarçado. Qualquer ideia que tenhamos diante de um projeto que pode ser profissional, artístico, intelectual e que nos faça crescer é bom deixá-lo no silêncio, não contar para ninguém. Claro que deve se tratar de algo que nos faça crescer, subir na escada pessoal ou social e provocar admirações. Vamos supor que você decida aprender inglês ou se envolver mais decididamente sobre pintar quadros, um talento seu e até agora deixado de lado. Se você contar dessa sua vontade para aprender inglês ou pintar telas não vai faltar quem ache graça e diga que você vai perder tempo, que essa ideia é uma perda de tempo, uma bobagem. Tudo num deboche ou de dizer-se a pessoa como amiga e dar o conselho de não perder tempo… E por que as pessoas fazem isso por maioria? Por inveja, por “medo” de que você cresça, se destaque, ganhe aplausos, admirações, enfim. Os atletas olímpicos, os artistas acrobatas de circos, as grandes bailarinas do balé treinam “silenciosamente” todos os dias, muitas e muitas horas de exercícios extenuantes, e… Quando se apresentam diante do público o fazem por bem poucos minutos, mas… Ali está o resumo de seus exaustivos dias de treinos constantes e vitórias posteriores. É assim com tudo, mas… Insisto, diante de uma possível ação nossa que nos possa fazer crescer, ganhar admirações ou mesmo muito dinheiro é bom deixar a boca fechada, não dizer nada a ninguém. É começar, crer, insistir e continuar insistindo, vai dar certo. E quando der certo, quando chegamos ao estágio da admiração alheia ninguém mais nos vai poder segurar nem rir ou debochar. Vão, isso sim, nos admirar e silenciosamente invejar, com aquela inveja corrosiva que nós também conhecemos… As pessoas, por maioria, não gostam de ver outras pessoas crescendo, salvo se for uma filha, um filho ou até, em casos singulares, irmãos. É muito difícil encontrar apoio diante de amigos quando nos revelamos dispostos a iniciar um projeto que nos vai fazer crescer e ganhar admirações. Boquinha fechada, é começar o plano, não parar e não olhar para os lados. Seja qual for o plano, ele vai exigir muito suor, mas os suspiros de felicidade que vamos dar mais tarde nos vão justificar a vida, mas… Insisto, até lá, boca fechada.

ANESTÉSICO

Não existe sobre a terra uma pessoa que viva a permanência da paz, impossível. Todos temos inquietações e inseguranças. E um dos modos de nos anestesiarmos dessa “dor” é iniciarmos o aprendizado de algo novo em nossa vida, seja o que for, tenhamos a idade que tivermos. Aprender alguma coisa, algo nosso, algo que possamos fazer todos os dias sem precisar ir longe nem gastar dinheiro, é o caminho mais curto para a paz e… Para a felicidade. Aprender é crescer e “anestesiar-se”.

FERRO

Identificá-los e ir atrás deles… Uma vez descobertos, fazê-los ficar com “lembranças” para o resto da vida. Falo dos canalhas que se reúnem em redes sociais, nas chamadas “machosferas”, e pregam misoginia, desaforos e agressões às mulheres. E muito me surpreendo que as “autoridades” nada façam para identificar e “pegar no laço” esses frustrados. Alguém tem que pegá-los…

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FALTA DIZER

O que vou dizer agora me livra dos infantis carimbos de esquerda ou direita, voto pelo caráter das pessoas e não pelos partidos. E dito isso, que os embusteiros parem de colocar mulheres como suas vices. É para enganar o povo com suas falsas igualdades e ganhar o voto delas. E por que não “eles” como vices? Salinha dos fundos, treteiros.

 

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.