Banda larga volta a ser ilimitada

Por: OCP News Jaraguá do Sul

19/04/2016 - 04:04

Pelo menos por enquanto, os usuários de internet podem ficar tranquilos. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) resolveu proibir, por 90 dias, as operadoras de serviços de internet em banda larga de restringir a velocidade, suspender serviços ou cobrar excedente caso seja ultrapassado limites da franquia. Segundo a determinação, publicada no Diário Oficial da União de ontem, fica estabelecida uma multa diária de R$ 150 mil em caso de descumprimento, até o limite de R$ 10 milhões.

A medida, de restringir a velocidade causou descontentamento geral na última semana. Os usuários que usam com frequência serviços de streaming, como Netflix, seriam bastante prejudicados.
Durante os 90 dias da suspensão, as operadoras devem comprovar à agência que há, à disposição do consumidor, ferramentas que o permitam, por exemplo, identificar seu perfil de consumo, ser alertado sobre a possibilidade de esgotamento da franquia, além de acompanhar de maneira clara o tráfego de dados.

A medida exige também que, antes que possam comercializar contratos de internet com restrição de franquia, as empresas deixem claro em materiais de publicidade a existência de limitações na navegação.

A decisão da Anatel atende também a uma solicitação feita pelo ministro das Comunicações, André Figueiredo. Ele enviou ofício à Anatel para que intercedesse no assunto em favor dos consumidores.

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Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Vestuaristas são premiados
Mais de 6 mil vestuaristas compareceram ao 13º Festival de Prêmios do Vestuário, realizado na manhã de domingo (17), na Arena Jaraguá. Ao todo foram sorteadas 80 poupanças nos valores que variam de R$ 500 a R$ 10 mil, o maior prêmio sorteado e que coube à trabalhadora Ortência Lunelli Lescowicz. O presidente do STIVestuário, Gildo Antônio Alves, destaca que o festival “é o momento dedicado exclusivamente aos associados”.

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Empresários e comerciantes em noite para troca de ideias
Na noite de ontem, ocorreu um jantar de relacionamento entre comerciantes e empresários no Sesc de Jaraguá do Sul. Estavam presentes o presidente do sistema Fecomércio SC, Bruno Breithaupt; o diretor executivo da Federação, José Agenor Aragão Junior; o diretor regional do Sesc, Roberto Anastácio Martins; e o diretor regional do Senac, Rudney Raulino.

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victor danichAceleração de empresas e gestão financeira
Tradicionalmente, as aceleradoras ou incubadoras de empresas são organizações sem fins lucrativos, cujo objetivo é o apoio à geração de novos empreendimentos, de modo a contribuir com o desenvolvimento da comunidade ou região onde estão inseridas. Neste caso, independentemente de ter ou não fins lucrativos, dificilmente a aceleradora conseguirá atingir seus objetivos se não implementar um efetivo sistema de gestão financeira. Este sistema permite que a aceleradora otimize a utilização dos recursos obtidos junto às empresas sediadas, ou através de parceiros ou entidades de fomento. Num momento de crise econômica, as aceleradoras vivenciam uma realidade mais difícil, já que o volume de recursos próprios, normalmente, é inferior ao que seria necessário para apoiar as empresas sediadas. Nestes casos há uma forte dependência de recursos governamentais, o que torna a gestão financeira ainda mais importante. A partir do ponto de vista empresarial, lê-se muito que os habitats de inovação devem funcionar “como se fossem uma empresa”. Tal posicionamento é relevante, já que demostra claramente a necessidade de uma gestão profissional. No entanto, não se pode perder de vista os efeitos sociais, econômicos, culturais, tecnológicos e ambientais das aceleradoras e empresas. Estes resultados, embora fundamentais, são difíceis de serem representados em valores financeiros.

As “receitas econômicas”, por outro lado, são as contribuições não financeiras dos parceiros, como a cessão de pessoas (consultores, funcionários, etc.) para atuarem na aceleradora, além de equipamentos, de área física, e outras configurações de operacionalização. Estas receitas são importantes em relação a uma maior redução das despesas da aceleradora. Nesse contexto, as empresas sediadas, muitas vezes, não possuem um “faturamento” adequado à sua estrutura de custos, o que provoca uma taxa de inadimplência que se reflete na gestão econômica da aceleradora.

Mesmo assim, a cobrança intransigente por parte desta pode, num determinado momento, inviabilizar a empresa que está passando por uma dificuldade momentânea. Em resumo, a aceleradora deve estar ciente de seu papel no desenvolvimento econômico da região, mas também deve-se focar na sua própria viabilidade econômico-financeira, que tenha como resultado a sustentabilidade da mesma ao longo do tempo.

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