Foto: Divulgação
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Autoridade monetária comentou que ainda há riscos no processo de queda da inflação

O Banco Central decidiu ontem manter a taxa básica de juros (Selic) em 14,25%. Isso significa que o custo do crédito ainda permanecerá alto. O objetivo da autoridade monetária é mirar o centro da meta para a inflação no que vem, de 4,5%. Com o dinheiro mais caro, as empresas tendem a baixar os preços como resposta à queda da demanda dos consumidores. O mercado espera uma redução nos juros antes do fim do ano, diante de uma demonstração de melhora na economia brasileira. No comunicado divulgado após a decisão, maior do que o habitual, o Comitê de Política Monetária (Copom) destacou que ainda há riscos no processo de queda da inflação, principalmente no que diz respeito às perspectivas para os preços no curto prazo e às incertezas quanto à aprovação dos ajustes necessários na economia. A ata do encontro, que detalha a decisão do colegiado, será publicada na próxima terça-feira, dia 26. Este será o novo padrão, já que até agora o documento era divulgado apenas às quintas-feiras da semana seguinte ao encontro. linha flecha Reforma trabalhista O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou ontem que o governo pretende encaminhar ao Congresso Nacional até o fim deste ano uma proposta de reforma trabalhista e outra de terceirização. As duas propostas serão enviadas ao mesmo tempo, afirmou ele. linha flecha Expectativa Apesar de não ter números parciais, Nogueira manifestou ter uma “expectativa positiva” com relação aos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de junho, visto que no mês anterior já houve uma redução nas demissões.