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Atos de consciência

Por: Luiz Carlos Prates

20/01/2026 - 07:01

Acabei de ler uma frase da minha caixa cheia delas e fiquei pensando: – De fato, só é feliz quem é feliz com pouco! Temos o vezo de correr atrás do “sempre mais” imaginando que com mais e mais seremos felizes. Pobres diabos, os que pensam assim. A frase que li, não lembro de onde foi tirada, diz que “A nossa cabeça está sempre consciente do sofrimento, da dor, nunca da felicidade. Quando o corpo dói, temos consciência dessa dor, mas quando o corpo está bem, quando não estamos incomodados por nenhuma moléstia não temos consciência disso. Vivemos pensando nos espinhos e esquecendo as flores do jardim da nossa vida…”. É como diz aquele ditado, só nos lembramos do santo quando troveja! Quando “não temos nada” não nos lembramos que esse nada, no caso da saúde, é uma benção. Vale para tudo. O casamento está bem, está em paz, ela é legal, ele é um cara equilibrado, será que os “pombinhos” reconhecem isso enquanto não houver uma briga? Claro que não, a maioria vive no piloto automático, quando o carro está sem problemas o motorista não se liga nesse bom funcionamento do carro, mas… Quando o carro começa a ranger, ah, então a luz acende: o motorista se preocupa. É assim que costumamos viver a vida, uma vida mais das vezes desligada das nossas verdadeiras riquezas, a paz, a saúde, o trabalho “rotineiro”, o dinheiro que cobre as despesas… Não, isso não é bom, eu quero mais e mais… E aí, pensando assim, me desligo das minhas “pequenas” riquezas, que são, na verdade, as maiores e melhores. Quando estamos atrasados é quando mais olhamos para o relógio, mas se olhássemos para o relógio na hora certa, não haveria atraso. Quem tiver saúde tem a maior das riquezas, o resto são complementos. Com saúde, o caminho está aberto para o sucesso, porém… Os acomodados, os ingratos da vida jogam culpas para todos os lados, esquecendo que um carro com tanque cheio vai longe… O nosso tanque é a saúde. Com ela ninguém nos segura. Será? Os desculpistas acham saídas para todas as suas indolências, esquecendo de reconhecer os bens que a vida lhes deu. Ter consciência da cabeça só quando a cabeça dói é coisa típica dos perdedores na vida.

ESCOVAS

Muitos dizem que quando dois vão se casar que eles vão “juntar as escovas de dentes”… E eu pergunto: e será que é uma boa os dois juntarem também as “escovas” das contas bancárias? Marido e mulher depositando seus salários numa mesma conta, será uma boa? Se o homem ganhar mais que a companheira, duvido que ele concorde com a mistura dos salários. O poder do homem está no dinheiro e na força “física”. O homem só vai concordar com essa junção se ele ganhar menos que ela…

MENTES

Se preocupações resolvessem problemas, não haveria problemas sobre a Terra, não para a maioria. O que resolve problemas são ações ou a consciência de que, mais das vezes, somos nós a inventar problemas. Jogamos para um futuro vago desastres que não vão acontecer, mas que nos abalam a saúde. A quase totalidade das nossas doenças física vem das emoções. Perda de tempo essa verdade.

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FALTA DIZER

Ontem, recordei uma entrevista do falecido Clodovil, na tevê. Ele dizia que sentia muita tristeza, remorso mesmo de não ter beijado mais a mãe dele, mãe adotiva e falecida. Esse é um remorso que muitos de nós vamos ter lá adiante ao lembrarmos de beijos gratos que não demos…

 

 

 

 

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.