De nada adiantam arrependimentos tardios. Por quê? Porque são tardios, não devíamos ter feito o que fizemos, mas fizemos. A palavra arrependimento tem que ser substituída por “aprendizagem”. O problema é que poucos na vida aprendem depois de seus tropeços, sempre acham uma desculpa para aliviar o peso das lembranças. Hoje, neste mundo enlouquecido por incontáveis razões, a felicidade é cada vez mais rara. Antes de tudo, a felicidade é avessa ao exibicionismo, ao ter além do que precisamos. Será que tem cabimento um leviano desejar ter milhões e milhões no banco? O parvo pensa que esse dinheiro o vai garantir na vida e fazê-lo feliz, não vai, não vai mesmo. Acabei de reler o livro “Ikigai, o segredo japonês para uma vida mais longa e feliz”. Nesse livro fica-se sabendo das características da vida comunitária dos japoneses longevos, centenários. Muitas dessas comunidades são chamadas de “Zonas Azuis”, deve ser uma velada referência ao azul do céu… Pois bem, os pesquisadores da História descobriram que há algumas razões bem alinhadas para justificar a vida saudável e longa desses japoneses. Antes de tudo, eles moram em pequenas comunidades, coisa de uns 30, 40 mil habitantes. Todos se conhecem, todos se dividem em ajudas recíprocas quando necessárias… O aniversário de um é aniversário de todos. Ninguém fica sozinho gemendo numa cama, há muita gente para ajudá-los. Alimentam-se de modo frugal, muitas verduras e frutas e… Um trabalho contínuo até os últimos dias de vida. Não há aposentados nas Zonas Azuis do Japão. Esse trabalho, que se confunde com um propósito, preenche o tempo e a vida das pessoas, bem diferente da vagabundagem aqui entre nós… Esses preceitos japoneses são milenares, estão por aí, em vários e incontáveis livros, porém… Quem, aqui entre nós, lê? Há, como nunca antes, neste mundo de “civilizados e modernos” uma pandemia de analfabetismo funcional, isto é, as pessoas aprenderam a ler, mas não leem. Entopem-se nos celulares, “aparentemente” sabem de tudo, mas não sabem de nada, haja vista o modo como votam e, “garantidamente” vão votar aqui no Brasil nas próximas eleições. Aposto. Os “velhos” japoneses, lá de longe, estão anos luz à nossa frente, mas os bacanas somos nós. Trouxas. A frase mais repetida nas UTIs é: – “Eu não devia ter vivido de um modo tão leviano como vivi…”. É tarde.
FRASE
Sentado, chimarrão preparado, liguei a tevê, canal World. Um canal de viagens, de locais e lugares pelo mundo. Quando liguei a tevê, a reportagem mostrava um jovem casal comprando uma casa. E o vendedor dizia que havia muita floresta e rios por perto, um lugar lindo. Ouvindo isso, o jovem marido, possível comprador da casa, sorriu e disse: – “Ah, que bom, gosto de pescar e caçar”! Revelou-se. É um cabeça furada e avesso aos livros e ao bem. Vai “caçar” livros, panaca!
LEITURA
Acredito que se um dia pudéssemos ler pensamentos, o mundo acabaria em poucos minutos. Sabemos bem, e pessoalmente, dessa verdade… Pois é, mas fico imaginando o que aconteceria se os eleitores, o povão, pudesse ler os pensamentos, as cabeças dos candidatos que vão subir nos palanques com suas histórias de araque para ganhar votos neste 2026… Sobraria alguém? A verdade é um remédio muito amargo.
FALTA DIZER
Se o seu filho, mais o filho que a filha, for um aluno aplicado na escola, bem-comportado, boas notas, um aluno acima da média, enfim, ele será vítima de bullying, com certeza. Os vagabundos, a estupenda maioria, detestam alunos nota 10. As escolas que reajam, disciplina férrea.