As manifestações em apoio à ditadura militar ou à intervenção durante a paralisação dos caminhoneiros motivou a executiva municipal do PDT  em Jaraguá do Sul a emitir uma nota oficial em defesa da democracia.

O grupo chamou a atenção tanto para declarações de lideranças locais, incluindo representantes do Executivo e do Legislativo publicadas pela coluna, quanto para a onda de “fake news” nas redes sociais.

Mensagens afirmando que o alto escalão das Forças Armadas estava prestes a tomar o poder pipocaram por todos os cantos. Parte da sociedade preferiu duvidar da imprensa tradicional e passou a fazer parte de uma seita que só acredita naquilo que quer, mesmo com todas as evidências apontando o contrário.

“Menos de dez nações do mundo ainda vivem sob regime ditatorial, mas o Brasil é realmente um caso a ser estudado, por se tratar do único em que cidadãos ditos “do bem”, despudoradamente vão às ruas e, o pior, sobem em tribunas legislativas para pedir o fim da democracia e a volta de um regime opressor, assassino e que inibe toda e qualquer forma de manifestação individual e popular”, diz o texto dos trabalhistas, que continua: “De fato, fica evidente que precisamos de uma intervenção. Mas uma intervenção cultural, literária”.

No fim, a executiva do partido faz uma provocação àqueles que acreditam que um regime militar é a melhor opção:

“Defendemos que os que foram eleitos democraticamente e querem a volta da ditadura militar, devem renunciar imediatamente seus mandatos. E todos que defendem a volta de um governo ditatorial devem começar dando o exemplo e parando de dar entrevistas, opiniões ou subindo em tribunas dos nossos legislativos que são espaços sagrados da democracia que foi reconquistada a duríssimas penas por verdadeiros heróis brasileiros”.

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Os recados da greve

Para o deputado Mauro Mariani (MDB), que é pré-candidato ao governo do Estado, a greve dos caminhoneiros serviu para alertar sobre os desafios que o Brasil tem pela frente e que estavam esquecidos.

Segundo ele, o apoio popular ao movimento é reflexo da revolta geral da sociedade diante da alta carga tributária, que serve para sustentar uma máquina inchada e ineficiente.

Os acontecimentos, avalia ainda, mostraram que é preciso enfrentar questões como o monopólio e a política equivocada de preços da Petrobras, deixando evidente  também a necessidade de investimentos em outros modais, como o transporte ferroviário e fluvial.

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Defesa de mudanças

Mesmo com o presidente Michel Temer afirmando que não mudará a política da Petrobras, a maioria da bancada do MDB na Câmara defende alterações. Entre eles, o presidente do partido em SC, Mauro Mariani. Com tanta pressão, Pedro Parente pediu o boné.

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O interesse privado

A cada dia fica mais evidente que grandes empresas de transporte estiveram por trás da greve dos caminhoneiros. O pior é que quem vai pagar a conta é a população.

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Presidenciáveis na Fecam

A Fecam confirmou plenária no dia 13 de junho com os pré-candidatos à presidência Álvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Aldo Rebelo (Solidariedade), Geraldo Alckmin (PSDB) e João Amoêdo (Novo). Também foram convidados Jair Bolsonaro (PSL), Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede). Os presidenciáveis serão sabatinados pelos prefeitos catarinenses.