Há quem aprenda mais rápido, há quem demore mais, isso faz parte das diferenças na vida. Somos todos diferentes, sem essa de que somos iguais. Só somos, ou devemos ser, iguais diante da lei. Fora disso somos indivíduos. Duas pessoas que estudaram no mesmo colégio e mais tarde fizeram a mesma faculdade não são iguais, elas têm um diploma por igual “parecido”, nada mais. As nossas diferenças estão em nossa cabeça, e aqui também é bom deixar claro que ninguém é igual. O que aprendo de um jeito, outro aprende diferente. E esse mesmo aprendizado também vai ser usado de modo diferente. Tenho ouvido, de modo frequente, apoucados mentais dizendo que hoje os jovens têm mais facilidade para ler, podem ler o livro que bem entenderem no celular ou no computador. Trouxas. Quebrar o galho, vá lá, não mais que isso. Leitura exige, antes de tudo, um livro diante dos olhos, exige tempo, uma boa cadeira, uma canela e papel por perto e descansos convenientes. E o livro estará ali, aberto, sempre esperando pelo retorno do amigo/a, leitor/a. Leitura é como um abraço, não pode ser por uma tela de celular ou computador. Leitura exige o cheiro do livro, exige um “casamento” entre o leitor e o texto. E quem faz esse “casamento” com a leitura, casamento sem divórcio, vai ficar “rico/rica” na cabeça. É mais ou menos como a nossa poupança no banco, os valores vão crescendo na passagem do tempo e lá adiante poucos nos vão chegar perto. Estamos vivendo a era dos resumos, dos atalhos, das inteligências artificiais, uma espécie de “cola” escolar, mas feita nas telas. E aí, as pessoas que estão nessa rota, quando estão numa roda social ficam caladas, têm pouco ou nada a dizer, afinal, não vão poder falar lendo o celular e, pior ainda, sem internet. Em Florianópolis, onde vivo, quando quero me irritar um pouco saio para dar umas voltas, por shoppings e pela praia. E o que mais vejo? Jovens nem aí. Garotas fisicamente lindas, mas manchadas, corpos riscados pelo pescoço, costas, braços… Ah, mas está na moda? Coitadas, órfãs de pais vivos. Quem respeita o corpo respeita a cabeça e uma cabeça “linda”, rica de leituras é tanto uma beleza irresistível quanto poderosa para botar a correr os “vazios”.
DESCONFIAR
Já falei aqui da fria que é acreditarmos em quem quer que seja, assim, de primeira mão. Vai ser, com certeza, um tombo feio. É desconfiar para chegar à confiança, isso quando possível. Não é preciso ir longe, basta acompanharmos as notícias políticas diárias. Quem escapa? A cada dia mais uma safadeza, ladroagem, tapeação, descaros descobertos e contados. Todavia, infelizmente, pouco servem esses saberes, o povo, por maioria, não está nem aí, mas… Vão colher.
DESIGUAIS
Não fossem as desigualdades não haveria crescimento entre os povos, todavia… Ninguém é obrigado a entrar ou ficar nesta ou naquela fila. Os ditames sociais são convenções, não são obrigações. Em sendo assim, todos temos liberdade para crescer e ser. Liberdade, casamento, dinheiro, trabalhos, tudo é, deve ser, decisão nossa. Muitos dependem dos pais ou dos maridos… Ou o fazem por acomodação ou por covardia. Sem desculpas.
FALTA DIZER
Muitas pessoas “vivem” da beleza, esquecendo que a beleza vai ficar logo ali… Mulheres que foram “amadas” pela beleza serão abandonadas ao envelhecer… E muitos dos fortões metidos a sebo, que de Homem nada têm, vão precisar de proteções na velhice. Sem os valores “eternos” da cabeça, os iludidos da beleza física vão se dar muito mal… Aviso.