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Amores falsos

Por: Luiz Carlos Prates

13/06/2026 - 07:06

Quando não nos aceitamos, por dentro, vamos passar pela vida correndo atrás dos ventos das leviandades. Todos os dias, aqui ou ali, leio sobre relacionamentos, melhor dito, ajuntamentos, falsos casamentos. Mulheres que se tornaram conhecidas nas redes sociais por um trabalho de bons resultados financeiros… E ao mesmo tempo, mulheres como essas se juntando, por falsos amores, a camaradas que estão tão longe delas quanto o sol da lua. Por quê? Desespero de uma eventual queda nas “curtidas” ou perda de seguidores. Namoros desse tipo estão por todos os lados, também envolvendo atrizes, de modo muito especial. Pessoas que querem chamar a atenção de muitos e para viabilizar esse desejo se juntam a caras completamente diferentes delas. Esse tipo de comportamento, desajustes emocionais, multiplicam-se pelas plataformas da modernidade. Tudo como resultado da ignorância das pessoas de não se dar bem consigo mesmas e com o que elas já têm. E todos nós, escassíssimas exceções, temos o de que precisamos, o mais é uma busca vaga, insana pelo mais e mais. Fique, todavia, bem claro, uma coisa é lutar por mais dinheiro, crescimento profissional, outra coisa é buscar fama e publicidade pessoal através de relacionamentos falsamente afetivos, “amores” mentirosos. Esses relacionamentos são encontrados, iniciados, nas redes sociais e os desatentos os assumem como reais… Tudo tapeação, enganação. Muita gente, elas e eles, não se admitem andar pelas redes sociais “desacompanhados”, sem um amor. E desse desatino surgem os romances artificiais, aliás, vamos ser bem honestos, penso mesmo que a maioria dos “amores” que andam por aí são desse tipo: falsos. Engraçado, as pessoas se acham isso e mais aquilo e ignoram frases do tempo das cavernas, tipo aquela que diz que – “Antes só que mal acompanhado”. As pessoas sabem, sim, porém, estar sem um “objeto” por perto faz mal à reputação. No caso das mulheres, serão chamadas de encalhadas, e todo tipo de desaforo, claro, dito por outras mulheres… E os homens “titios”, ah, esses são chamados de espertos ou de difíceis… Dia destes, aqui entre nós, no Brasil, houve uma ruidosa separação de dois “famosos” que mantinham um (obviamente) falso romance. Vergonha na cara e autorrespeito são os elixires de uma boa e saudável vida.

NATUREZA

Poucos aceitam essa verdade, mas… A Natureza é bipolar complementar, vale dizer, uma coisa completa outra, vale para tudo. Entre nós, humanos, o homem tem a força física para os trabalhos físicos, que exigem ombros fortes, já as mulheres têm sensibilidade e inteligências múltiplas superiores. Não sou eu a dizer, é a Natureza, a Ciência. Então, o casamento/bipolar é isso: força e inteligência. Dessa união resulta uma bela humanidade. O mais é reagir às frustrações, o que os homens mais fazem…Com os braços.

CANSAÇO

Voltei a ouvir pessoas falando sobre a “Epidemia de Cansaço”, um cansaço mal explicado. Tudo no programa “Sem Censura”, no Canal Brasil. E que cansaço é esse? Digo eu, cansaço de vidas vazias, de preguiças, de pobrezas emocionais… Casamentos frustrantes, trabalhos sem vontade, comparações com os outros e, sobretudo, uma avaliação negativa de si mesmas, as pessoas que andam por aí. Quem tem um propósito na vida não se cansa de nada…

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FALTA DIZER

Como esperar por uma vida pessoal ou social melhor? Acabei de circular por um shopping de Florianópolis, todos os jovens por quem passei tinham na mão um celular e para ele olhavam. Redes sociais? Veneno mortal, mas… Qual a saída? Não vejo, o que vejo são jovens órfãos de pais vivos e sociedade de desorientados, iletrados e amantes do nada.

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.