Há uma pergunta que deveria estar na cabeça de todo eleitor de Jaraguá do Sul e do Vale do Itapocu nesta reta final: quantos representantes da nossa região estarão na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados a partir de 2027? Não se trata apenas de contar cadeiras. Representação política significa voz, articulação e capacidade de defender os interesses de uma região que tem peso econômico e populacional em Santa Catarina.
O risco de perder espaço
Há vários candidatos da região disputando vagas de deputado estadual e federal, mas eleição proporcional não funciona como uma disputa municipal. As cadeiras são distribuídas conforme o desempenho dos partidos e federações, e a votação de cada candidato também é determinante dentro das legendas.
Se a região reduzir sua representação na Alesc ou em Brasília, terá menos parlamentares diretamente envolvidos nas decisões que impactam infraestrutura, saúde, segurança, educação e investimentos. Não é uma questão de partido ou de candidato, mas de representatividade regional. Jaraguá do Sul e os municípios do Vale do Itapocu têm população, economia e demandas que tornam relevante manter esse espaço político.
Agora, a pergunta está nas mãos do eleitor: a força econômica e populacional da região será transformada em votos suficientes para manter — ou ampliar — sua representação?