O secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Regional de Jaraguá do Sul, Leonel Pradi Floriani, participou da reunião do colegiado do governo catarinense para buscar alternativas para aprimorar a gestão pública, diante do cenário de queda na arrecadação e do compromisso do Estado em não aumentar os impostos. A meta é conter gastos e projetar cortes que não afetem a qualidade dos serviços. “É preciso construir um cenário de proteção à sociedade contra a crise, estamos buscando a colaboração de todos para que apresentem propostas que possam ser levadas ao grupo gestor e aplicadas. O cenário é muito difícil. É preciso ser ainda mais rigoroso e criterioso nas nossas decisões sobre gastos para que a queda de receita não impacte na qualidade do serviço público”, defendeu o governador Raimundo Colombo, durante o encontro. A gravidade da situação nacional foi demonstrada com um vídeo exibindo notícias sobre outros estados que, diante da queda de arrecadação, estão atrasando pagamentos de fornecedores, parcelando salários de servidores e comprometendo o abastecimento de itens básicos para saúde. A necessidade de uma revisão dos gastos nas diferentes secretarias do governo catarinense foi defendida por Colombo como medida para evitar que problemas semelhantes cheguem a Santa Catarina. O governador voltou a afirmar, também, que não vai aumentar impostos no Estado, o que reforça a importância de medidas alternativas para conter a queda na arrecadação. Colombo explicou que a temporada de verão ajudou significativamente na arrecadação dos primeiros meses de 2016, mas agora o cenário é de baixa, com resultados inclusive inferiores aos do ano passado.

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Inovação é tema de palestra na Católica

No próximo dia 30, o diretor de desenvolvimento de negócios da holding MAP (Miguel Abuhab Participações), Pompeo Scola, também ex-vice-presidente de desenvolvimento organizacional no Buscapé, ministra a palestra “Ecossistema da Inovação Como Ferramenta da Economia do Século 21”, na Católica SC em Jaraguá do Sul. O evento ocorre a partir das 19h, e as inscrições devem ser feitas no site www.catolicasc.org.br/jaragua-do-sul.

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5% O movimento do comércio varejista caiu 5,0% em abril, na avaliação dos valores acumulados em 12 meses (maio/15 até abril/16 contra os 12 meses antecedentes), de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC. O resultado marca novo recorde negativo na série histórica dos valores acumulados em 12 meses.

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E o Brasil, como está ficando?

Como de costume, matinalmente lemos os jornais, ouvimos os noticiários, assistimos aos telejornais e as notícias acabam remetendo ao cenário Político e Econômico do Brasil; ou melhor, a quem é dado o “direito” de governar este país, rico em recursos naturais, mas sucateado por sua política corrupta, com representantes sedentos pelo poder e cegos diante do rumo que o país segue diante desta ânsia de poder.

Com o afastamento da Presidente da República, Dilma Rousseff e a nomeação do vice-presidente da República Michel Temer, como Presidente em Exercício, a oposição frisa desde então, ter sofrido “GOLPE”, embora A Corte Maior - STF - tenha cristalizado que o processo foi pautado na mais estrita legalidade, tendo inclusive a Presidente sido intimada para esclarecer a que se refere quando menciona ter sofrido um golpe. Apesar das turbulências, que qualquer mudança traz, o País começava a “respirar” ares de esperança e de um futuro revitalizante.

Mas os bons ventos são amainados por várias notícias preocupantes, entre elas a suspeição de credibilidade do Ex-Ministro do Planejamento, Romero Jucá, exonerado, conforme publicação no Diário Oficial da União desta terça-feira, 24 de maio, o qual estaria envolvido em negociações para “estancar” a Operação Lava Jato, a qual estaria prestes a lhe causar, e a seus pares, máculas impeditivas da função pública.

Diante da Exoneração, segue a certeza, ou pelo menos a esperança, de que os fatos serão elucidados, comprovados ou não, sem colocar em risco o curso da investigação. Mas, neste momento me pergunto: e o Brasil, como está ficando? Qual é o propósito da mudança ter ocorrido? E respondo com base ao que observo entre amigos e colegas profissionais, que para nós brasileiros, contribuintes, o propósito é claro, queremos um rumo para o nosso país, pois a conta é simples, o orçamento existe para propor limites entre as receitas e despesas, o que não está existindo, creio, há mais de uma década nas contas públicas. Conforme divulgada, a previsão de déficit é de 170 bilhões de reais, algo que diverge com a proposta de um superávit de 24 bilhões do governo Dilma.

Agora, se não bastasse tamanha discrepância, ainda discutem e muitos protestam, sobre a Extinção do Ministério da Cultura e isso acontece enquanto crianças morrem por falta de atendimento médico, indústrias pagam pela precariedade na logística, escolas são fechadas, os professores e médicos negligenciados, aposentados que não recebem seus benefícios, etc. Não se diga que a cultura de um povo não mereça ser enaltecida, mas como se pode glorificar neste momento a manutenção deste Ministério, se nem ao menos, nossos representantes estão evidenciando as prioridades de sua nação? Não é possível.

É explícita a necessidade de um rumo a este país, mas temo pela falta de empatia entre os nossos representantes, pois fica claro, não somente para nós brasileiros, mas para o mundo todo e com isso os investidores passam a nos observar com mais cautela, de que não há sinergia e um propósito comum. Dilma Rousseff tentou governar, mas não articulava alianças que viessem a favorecer o crescimento do país, agora, Michel Temer tenta propor mudanças, mas a oposição engrandece seu argumento de golpe com os conteúdos expostos envolvendo Romero Jucá.

Ora, fica tristemente exposta a fraqueza de nossos representantes, que se prendem ao poder e esquecem de que o Brasil precisa revigorar. Passam mais tempo com ofensas e protegendo os próprios interesses do que concentrando energia naquilo que é mais caro aos contribuintes: O BRASIL.

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