Em muitos aspectos somos parecidos com os automóveis. Sim, estou comparando homens e mulheres a automóveis. Dou logo o exemplo para chegar mais depressa à conversa de hoje. Quando o carro ainda é novo, quando está bem de “saúde”, isto é, bem revisado, não precisa de aditivos, qualquer gasolina serve…
Um homem e uma mulher saudáveis, em idade de “produção”, não precisam de incentivos artificiais para viver plenamente os prazeres do sexo. Sim, prazeres, sem aquela bobagem de o sexo ser apenas para a reprodução, vão dizer bobagens lá atrás do morro…
Antes de contar da “novidade” que me traz até você neste momento, é bom que fique mais uma vez bem claro que todos os produtos farmacêuticos colocados no mercado para o homem ganhar “potência no motor” e “arranques” imediatos no trânsito sexual, todos, produzem gravíssimas contraindicações e severos danos à saúde.
Mas eu sei que é tempo perdido, o pessoal com o “arranque” em dificuldades não tem interesse em ouvir advertências. – “Ah, mas o meu médico disse… “. Disse nada… Aliás, os comprimidos de artificializar potência no “arranque” masculino produzem o mesmo efeito danoso, ruinoso, que a pílula anticoncepcional à saúde da mulher. Mas eu sei, elas são obrigadas a usar as pílulas, os homens deixam com elas a responsabilidade da gravidez e de tudo o mais, sem falar nas doenças sexualmente transmissíveis. Paciência, quem não se respeita, você sabe, se dana mais…
Mas o que eu quero contar é da “novidade” que achei há poucos minutos no site jornalístico Terra. Dizia assim, em resumo: – “Casais usam produtos à base de maconha, são afrodisíacos”, diz dupla de pesquisadores sexuais ingleses. Americanos dizem a mesma coisa.
Vão me desculpar, só há um afrodisíaco na vida: o desejo, o “incêndio” interior de uma pessoa por outra. O mais é artifício, é potência buscada com “envenenamento” do motor. Quem conhece carros sabe o que é “envenenamento”. Quem arde por alguém não precisa, nunca precisou de aditivos especiais. As pessoas precisam ter olhos de ver e entender que quando um casal precisa de fetiches de lojas de sexshop ou de maconha para incendiar a “fogueira” caseira, a coisa vai mal entre o casal. E nesse caso, melhor então é virar para o canto e… sonhar.
Irritação
Fui a dois shoppings em Porto Alegre no fim de semana e nos dois me irritei. Vi casais com filhas pequenas, uns 4 anos, e as guriazinhas empurravam carrinhos de nenê com bonecas à pretexto de filhas… Brinquedos típicos de meninas, pois não? Safadeza com as meninas. Querem condicioná-las à maternidade. Casar, ser mãe ou o que for tem que ser decisão das mulheres, nunca por obrigação ou pressão de família. Deixem as meninas livres, seus babacas, não as forcem a isto ou àquilo, como não costumam fazer com os machinhos da família…
Sugestão
Quando nascer uma guriazinha nas famílias deem a elas, ainda na maternidade, uma camisa do Barcelona, um par de chuteiras e uma bola… para que cresçam já envolvidas com o futebol. Chega de mesinhas, cadeirinhas, fogõezinhos, bonecas, essas bobagens que não são dadas aos guris. Ou então, comecem a dar bonecas aos guris. Certo? Ainda bem.
Falta dizer
Jornal de São Paulo: – “Ex-garota de programa dá aula para busca de prazer”. Mas será que há algum parvo/a que não sabe buscar o prazer sexual? Só falta alguém sair por aí ensinando pessoas a beber água quando sentirem sede… Desejo e boa parceria fazem o jogo da vitória no sexo, tudo o mais é dispensável.